sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Necessidade de mudança

Estamos chegando ao fim de mais um ano e este foi muito turbulento em todos os aspectos: tanto pessoal como coletivo. Um ano em que ocorreram muitas perdas, sobretudo, de pessoas muito próximas e cujas vidas marcaram a nossa. A balança pesa mais negativamente, mas não se pode deixar de lado o esforço para alterá-la.
Nada é permanente e para quem acredita que Deus existe e é Amor, inclusive as perdas podem se transformar em ganhos. Só depende da maneira de encará-las, pois servem como desapego, crescimento e amadurecimento.

A vida se renova e tem seu ciclo: nascimento, crescimento, amadurecimento e morte. É um ciclo, mas a morte também é um novo começo, pois implica para quem continua neste mundo, buscar uma nova maneira de conviver com a falta de quem se foi, sendo solidário com todos ao redor, mesmo quando isto parece quase inútil; em geral não é!
Porém, 2016 trouxe alguns poucos ganhos: coletivamente, as pessoas aprenderam a se solidarizar mais com aqueles que estão em estado permanente de penúria em função de guerras fratricidas, catástrofes naturais e dificuldades financeiras ou econômicas geradas por ganância, falta de ética na administração dos bens públicos etc.
Todas estas questões levaram também à desumanização por meio de atitudes de selvageria e inércia como aquela que pôde ser presenciada pela TV contra um indivíduo que ousou exercer sua humanidade, defendendo o mais fraco.
Situação como esta de selvageria faz com que a Esperança que costuma estar no ar nesta época do ano quase desapareça. Ao mesmo tempo, gera o desejo de um um mundo melhor: mais fraterno, igual e solidário para todos.
Um mundo em que o homofobismo e o preconceito não tenham vez, um mundo em que não se caluniem sequer no pensamento o mais próximo, fazendo deduções a respeito daquilo que não se pôde comprovar. Julgamentos e calúnias que geram danos quase irreversíveis sobre aquele que as recebe.
Diante disso, façamos com que o novo Ano que se aproxima seja diferente e isso só acontecerá se houver uma disposição e uma mudança interna capaz de alterar o modo de pensar e agir tanto individual quanto coletivamente. Só desta forma é possível desejar um Feliz 2017, fazendo renascer a Esperança.

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Esperança e Luz

"De Esperança em Esperança" este era o lema do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo; sim, porque a esperança é o que nos sustenta até o último instante. Porém, como mantê-la diante de tantas situações chocantes e desconcertantes? Diante de um mundo cada vez mais violento, egoísta, sem ética em muito aspectos, o que e como fazer para manter esta Esperança? Quando se vê o noticiário que mostra guerras intermináveis em nome de um regime ou de uma religião,pessoas que matam em nome do amor, da paixão que dizem sentir pelo outro, é possível manter esta Esperança?
Sim, é possível, mas com muito esforço e acreditando que existe um Deus da Vida que se fez criança, pobre, indefeso, morto na cruz para resgatar esta humanidade tão desumanizada. Todos os anos chega o Natal, a Esperança de um novo ano melhor. É esta Esperança que impulsiona todos a seguir adiante e se dispôr a realizar o bem para o semelhante e, de modo particular, aos mais necessitados.
Entretanto, esta Esperança movida pela "Luz do Mundo", o Cristo-menino que veio trazer a Boa Nova. Mas este Cristo místico se torna presente na pessoa de cada ser humano e necessita dos braços, mãos, mente e corpo de homens concretos para transformar a Humanidade de hoje e construir pontes que possam se transformar em redes gerando caminhos de paz, justiça e amor.
Então, que neste Natal possamos ser aqueles que geram paz, amor, justiça, concretizando a Esperança junto aos que sofrem por não terem nada, nem mesmo esta Esperança diante da Vida. Seja este um Natal muito mais interior do que exterior, gerando mudanças capazes de iluminar a vida de cada um e de todos que estão à nossa volta. E isto requer muitas vezes uma guinada de direção para transformar o próprio eu, a fim de que a Luz da Esperança brilhe no mundo exterior.


Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)




sábado, 10 de dezembro de 2016

MEDITAÇÃO DIÁRIA



O amor é sofredor, é benigno;
o amor não é invejoso;
o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três;
mas o maior destes é o amor.

(Escola Gurdjieff São Paulo)




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ainda sobre a Morte

A morte nos ronda diariamente: morrem parentes próximos e distantes, amigos, conhecidos e desconhecidos. Porém, quando isto ocorre de forma trágica a sensação de vazio e impotência invadem o corpo e a alma; percebe-se imediatamente o quanto a vida é frágil, fugaz.  Traz também a certeza de que só se tem o instante em que se respira.
Quando a morte é coletiva e, acompanhada por uma tragédia, gera uma grande comoção, mobiliza a sociedade em nível global, como ocorre agora como esta que ceifou a vida dos jovens jogadores de futebol chapecoenses, bem como de 21 jornalistas esportivos, além de vitimar também profissionais da aviação e passageiros bolivianos. A perda em si já causa uma grande dor e, nesta proporção coletiva eterniza seu significado.
Esta situação trágica, no entanto, tem algo de positivo: todos se irmanaram num único sentimento de pesar, pipocando homenagens não só em diversos pontos do país, mas em outras nações. Sem contar que, deixando de lá um pouco o noticiário de corrupção, o Brasil está retratado na mídia internacional como um país em luto pela perda de profissionais promissores para o futebol, esporte que nos últimos períodos também deixou a desejar para seus apreciadores. 
É importante lembrar que a vida continua e vence a morte; é preciso seguir em frente, buscando motivos para renovar as energias, confiando que há um sentido para todo acontecimento, seja este trágico ou alegre, coletivo ou individual.
Uma prova disso é o fato de que a rivalidade futebolística cedeu espaço a homenagens por parte de diversos times grandes e pequenos nacionais e internacionais a um time quase desconhecido, mas que alcançou um patamar de destaque neste esporte coletivo. 
O estádio Arena Condá, em Chapecó (SC) completamente lotado para homenagear seus jogadores mortos no acidente aéreo na Colômbia comprova que a união e a unidade é possível neste esporte capaz de criar atitudes polêmicas e até irracionais. 
É algo inédito esta homenagem no futebol e que se repete também no estádio de Medellín, onde seria disputada a partida final do campeonato sul americano, comprovando a solidariedade mais uma vez presente e que se acentua no momento de dor, seja esta individual ou coletiva.
A voz da população chapecoense, em unívoco, cantando e gritando: "é campeão", demonstra a emoção e a comoção que envolve todos e, de modo especial, aqueles que conviveram com as vítimas do time da cidade que faria neste dia 30/11 sua primeira disputa internacional. Como disse Arthur Crispin em seu texto que se replica nas diversas mídias "é preciso cultivar os afetos, deixar os desafetos pra lá,nos livrar das âncoras e seguir com as velas". Ou seja, manter a paz interior, a esperança na própria vida.


Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O processo de significação das coisas – A relação com a morte


 A Morte na Medicina uma representação: Cadáver descaracteriza o ser humano; porém, a imagem representação é sempre humana.
 A morte para os indígenas e africanos
As crenças religiosas interferem e contribuem para determinar a relação que cada grupo tem com a morte.
Os povos indígenas Tupi e Tupi-Guarani, assim como os Tupinambá e Tupinikim que habitaram, inicialmente a costa brasileira, a morte é a ida para a “Terra Sem Males”.

  Os Tupi e Tupi-Guarani enterram seus mortos com os pés voltados para o oriente (sol nascente) junto com seus chocalhos e outros objetos, além de acenderem fogueira por três dias, pois acreditam que assim iluminam o caminho dos que partiram.
Morte e Culturas Orientais e Ocidentais
  Morte na cultura oriental: é renascimento para os japoneses, indianos ou tibetanos.
  O luto é celebrado com o uso de roupas brancas.

Nas culturas ocidentais: a morte é o momento de transição, de passagem, enfrentada com muita dor.
O luto é personificado no uso de roupas pretas ou tons escuros.
A morte e o funeral nas diversas culturas
 Uma semelhança em todas civilizações: a morte é um lugar inacessível para os vivos
}  Todas as civilizações: visão e herança cultural sobre a morte

 Todas as civilizações têm seu ritual fúnebre
Oriente e Ocidente: ritual fúnebre é parte integrante do período de luto.

A morte na cultura africana: Na Costa do Marfim: p/ os africanos morrer em idade avançada e ter um funeral digno, isto é, com muita festa, são sinais de uma boa morte

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

O simbolismo cultural na palavra morte

 MORTE: palavra, portanto, signo, assim como a ideia que ela evoca e os diversos signos que a representam.

Um signo é um objeto ou uma ideia que representa ou remete para alguma coisa. Sempre pode ser interpretado.
Um símbolo é um signo. Sua complexidade cresce com o passar dos séculos, mudando conforme seu contexto cultural. No entanto, os grandes temas que preocupam a humanidade: nascimento, vida e morte são signos que se mantêm constante.
O signo-palavra MORTE evoca alguns significados: separação, perda, ausência, saudade, dor, sofrimento, castigo; estas palavras trazem em si outros significados... 

A morte nas religiões históricas:

Judaísmo: Não tem um conceito fixo de morte. Varia conforme as interpretações nas diversas comunidades judaicas.

Funeral e luto:de acordo com as diversas comunidades.
"Tudo tem que voltar para a sua origem, da mesma forma que a alma volta. Se o nosso corpo saiu do barro, da terra, a maneira mais respeitável é colocá-lo de volta”.
Luto judaico tem 2 etapas:
1- Uma semana – família não sai de casa.
2- Trinta dias – homens não fazem barba, nem cortam cabelo.

Judaísmo rabínico  - recita a seguinte oração ao saber do
      falecimento: Baruch atá Adonai Eloheinu melech ha'olam, dayan ha-emet.

TraduçãoBendito sejas Tu, Senhor, nosso Deus, Rei do Universo, o Verdadeiro Juiz.
O luto termina após o primeiro aniversário de morte.

O serviço fúnebre consiste na recitação da oraçãoKaddish* em aramaico pelos parentes mais próximos e líderes religiosos.

Signos icônicos:simbolismo e religiosidade

Cristianismo – A cruz simbolicamente relacionada à morte – Peirce.

Judaísmo – equilíbrio entre terra e céu.

Islamismo – símbolo da bandeira dos turco-otomanos.


Hinduísmo – mantra que evoca as divindades.

Budismo ensinamentos da religião.

Taoísmo – yin-yang: importância dos opostos.

Síntese:
Morte – memória cultural de um povoMemória como  lembrança.Cada civilização constrói seu signo-símbolo.

Ritual fúnebre: públicomas privado, pois em geral tem a presença de parentes, amigos e conhecidos próximos do morto.

Desaparecimento, descanso e vida eterna se interligam. A morte é sempre uma perda.

Flores, velas, roupas e outros objetos cultuam a memória do morto, ou melhor sua vida na terra.


Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

sábado, 29 de outubro de 2016

As pequenas coisas fazem diferença



O dia a dia se constitui de pequenas coisas alegres, tristes, preocupantes, e que às vezes parecem absurdas, sem sentido. Porém, o modo como as encaramos é que dão o tom do momento e ao fim de mais uma jornada é possível sempre afirmar: ainda resta esperança!
O mundo, os lugares, as pessoas podem melhorar e, no caso do sistema de saúde no país também. No setor público isso se faz necessário em todos os aspectos; na parte privada faz-se necessário humanizar e preparar melhor aqueles que atuarão diretamente com os pacientes e os seus acompanhantes.
É urgente levar as instituições hospitalares a perceberem que não basta bons alojamentos (ninguém está ali para passar uma temporada de veraneio) é mais importante treinar todos que trabalham nesses locais para agirem de forma mais humanizante. Não basta só eficiência porque ninguém é robô ou máquina.
Atitudes condizentes com um espaço hospitalar, onde o barulho em excesso, assim como o falatório e as risadas podem ser mais contidos, colaborando para um ambiente tranquilo e que de fato contribua para recuperar o paciente, oferecendo o mínimo de alívio também para quem o acompanha.
Mas o ser humano sempre pode modificar-se para melhor e como as instituições hospitalares constituem-se de pessoas é possível afirmar: as pequenas coisas, incluindo atitudes, sempre podem fazer a diferença positivamente.


Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira) 


sábado, 8 de outubro de 2016

Paz e Prêmio Nobel

Todos querem a Paz em diversos níveis: pessoal, individual, coletivo, entre povos, nações, grandes e pequenos grupos. No entanto, parece que esta Paz está sempre distante, mas isto porque não se trata de algo estanque e sim de um processo que exige não só a vontade e o desejo de realizá-la, mas implica o esforço para que seja alcançada de sustentada. Por isso, o esforço para a Paz precisa ser constante e tem muitas nuances.
A Paz com Justiça Social e sem paramilitarismo é o que se almeja para a Colômbia, conforme destacou o Papa Francisco. Neste sentido foi dado o primeiro passo quando o presidente colombiano Juan Manuel Santos foi o ganhador do Prêmio Nobel  da Paz 2016 a ser entregue em 10 de dezembro  em Oslo. Ele é o 15º chefe de Estado a receber este prêmio que consiste numa medalha de ouro, diploma e um cheque de oito milhões de coroas suecas ou 950 mil dólares.
A escolha do vencedor deveu-se ao esforço do presidente Santos para um acordo histórico de paz com as Forças Armadas da Colômbia (FARC) junto ao chefe da guerrilha, Rodrigo Londoño; entretanto, um plebiscito no país demonstrou a divisão entre os colombianos a este respeito, mesmo depois de décadas de atentados, sequestros e mortes de inocentes. O que comprova que a Paz sempre tão apregoada é um processo e não algo que se possa estabelecer de um momento para outro.
O atual ganhador do Prêmio Nobel recebeu 228 votos de pessoas físicas e 148 de pessoas jurídicas (organizações) totalizando 376 votos; em 1982 um outro colombiano, o escritor Gabriel García Marquez recebeu o Nobel de Literatura. Agora torçamos para que o prêmio atual seja um estímulo  para tornar a paz uma verdadeira vitória neste país latino americano já tão combalido, sobretudo pelo narcotráfico.

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

domingo, 2 de outubro de 2016

Eleições Municipais

Hoje o povo brasileiro foi às urnas, mas a descrença ou a insatisfação com a política partidária no país ficou demonstrada. Em muitos locais de votação as filas para justificar a ausência nas respectivas cidades estiveram bem maiores do que as seções de votação propriamente dito.

Agora só resta esperar para ver que mudanças poderão ocorrer em nível municipal e, particularmente, junto à câmara de vereadores. Haverá uma renovação na casa? Ou uma perpetuação do que já se consolidou?
Quanto às Prefeituras, provavelmente, haverá segundo turno,em muitas cidades uma vez que a quantidade de candidatos e de partidos faz com que os eleitorees, muitas vezes, fiquem indecisos até o último momento.

Ser o voto obrigatório ainda é uma que gera muita discussão, mas uma coisa é certa: a cada período eleitoral a população amadurece em sua escolha e vota de moda mais consciente, independente do fato dos candidatos utilizarem crianças de 10/12 anos para distribuir "santinhos" como ocorreu ontem no fim da manhã Av. Paulista, a fim de angariar votos ou pelo menos a simpatia dos eleitores. E isto pode ter gerado um efeito contrário...

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Começo, meio, fim, recomeço

Há muito aprendi que a vida é um ciclo: começo, meio e fim. Mas também existe o recomeço e este nem sempre é como se imagina ou parte do ponto que se pensa. Todo fim implica em perda, mas também significa um novo começo e, para isso, é preciso coragem, equilíbrio, força de vontade para seguir adiante.
A vida é um caminho cujos fatos não permitem trilhá-la em linha reta, porém, pode ser vivida da melhor maneira possível para que o dia a dia seja leve e tranquilo dentro dos acontecimentos que se entrelaçam.Não basta pensar na vida pessoal, mas também é importante vê-la como vida da sociedade, na qual os diversos fatos podem gerar uma descrença generalizada, quando se observam fatos que ocorrem dentro e fora do país, por exemplo.
No tocante à economia temos fatos graves: desemprego, inflação, greve, estagnação de mercado. No mundo político a confiança não está em alta, mesmo porque os fatos criam uma sensação de desalento total. Entretanto, também se observa a expectativa de que é possível que tudo possa sofrer uma guinada positiva pelo menos internamente. Não somos responsáveis por tudo, mas temos a responsabilidade de vivermos momento por momento acreditando na possibilidade de melhorar o pequeno espaço que nos cabe tanto material como imaterial. 

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Surpresas da Vida

A vida é sempre surpreendente, o que não significa que seja sempre repleta de alegrias. Aliás, na maior parte das vezes, a surpresa é dura, triste e em outra muito alegre. Num mesmo dia surgem fatos agradáveis e desagradáveis para todos e até mesmo chocante como a do pequeno menino empoeirado e ensanguentado na cidade de Aleppo, na Síria..
Outras duas surpresas: uma muito positiva e outra bem dolorosa: no primeiro caso temos a descoberta de um novo planeta que pode representar a possibilidade de vir a existir vida além de nosso sistema solar, dando-nos a certeza  a de que não somos os únicos seres viventes neste Universo tão perfeito.Já a outra é muito triste: mais de 150 mortos em um dos países mais visitados turisticamente: a Itália, onde um terremoto soterrou muitas vidas, principalmente, crianças.
Em termos de Brasil, além da 'novela' do impeachment e da grave crise política-econômica gerada a partir desta situação, tivemos a morte de um jornalista polêmico, mas muito culto e que de fato tinha confiança naquilo que fazia. São surpresas tristes, mas que também fazem parte da vida e nos ensinam o quanto é importante fazer bem aquilo que se propôs porque deixar a própria marca é um desejo de muitos, mas poucos de fato conseguem fazê-lo de forma positiva e profunda.
Hoje se faz muitas coisas ao mesmo tempo; se tenta viver num ritmo frenético porque "tempo é dinheiro" e tudo precisa ser intenso para ser considerado real, vivido pelo ser humano moderno. Mas na verdade, só se vive aquilo que de fato se saboreia ou se reflete a respeito; diante disto, considero importante repensarmos nossos conceitos sobre surpresas da vida.e quem sabe assumir a postura de" chorar com quem chora" e "sorrir com quem sorrir".

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Uma nova visão de Cultura no mundo acadêmico

Foto: Mariápolis Ginetta (SP)

“As bases teórico-práticas do paradigma da fraternidade e suas projeções nas ciências sociais, políticas, econômicas e culturais” foi o tema do curso de férias do Instituto Universitário Sophia para América Latina e Caribe (Sophia ALC) realizado de 25 a 30 de julho, na Mariápolis Ginetta (SP, Brasil).
O curso reuniu 60 estudantes do Brasil procedentes das várias regiões do Brasil e 20 vindos do México, Colômbia, Paraguai, Peru, Uruguai, Bolívia, Argentina; além de professores universitários latino-americanos.
Já no início foi apresentado um panorama desafiador de um continente que “sofre a indignidade de una enorme desigualdade”,  “o desafio da integração latino-americana e a superação de suas tensões sociais e políticas”, como disse o professor argentino Osvaldo Barreneche, responsável do Comitê acadêmico do Curso.
Em sua mensagem de vídeo, o professor Dr. Piero Coda, reitor do Instituto Internacional Universitário Sophia (Itália), disse que estas são chagas presentes no corpo não só da América Latina, mas também da humanidade. Ele convidou os jovens estudantes  e todos em geral,  a assumi-las; acrescentou que “são portas a serem atravessadas, para que se possa encontrar caminhos que solucionem fragmentações e conflitos”.
Como parte do curso houve atividades em grupos temáticos e não temáticos, plenárias e momentos diversificados que favoreceram a integração. As aulas eram dividias em dois grandes blocos com quatro horas de duração, sendo as noites livres para convivência mais pessoal.
Regina Maria da Luz Vieira (Regiluzvieira)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Babel ao contrário

Foto do Google
Roupas e idiomas diferentes dando a impressão de uma grande Babel 
para quem olhasse sem observar, de fato, o ambiente e a atmosfera que envolvia aquelas 250 pessoas, de 44 nações, de diferentes continentes. Elas chegavam para um encontro durante quatro dias e quatro noites; entretanto, estes homens e mulheres se entendiam a partir da única língua possível: o amor recíproco. Sim, isto não é utopia e não aconteceu em séculos passados; é algo real, presente neste século XXI tão conturbado por inúmeros atentados, denúncias de corrupção, abusos de todos os gêneros.


Foto da autora

Rostos sorridentes, palavras como desculpa, com licença, por favor ou apenas um olhar  de condescendência eram atitudes sempre presentes mesmo nos mais inusitados momentos. Pairavam no ar uma alegria e uma sincera harmonia, tornando a atmosfera sempre mais agradável durante os quatro dias e as quatro noites de trabalho intenso, incluindo palestras, reuniões de grupo e outros momentos de simples convivência humana.Todos e cada um buscava entender e conversar em pequenos ou grandes grupos, a fim de conhecer a cultura uns dos outros, numa enriquecedora troca de experiência vivida cotidianamente nas mais diversas áreas profissionais e sociais.
A vida resplandecia em todo seu esplendor mesmo em países como o Burundi, o Congo, o Quênia e isto, só para falar do continente africano cuja cultura é rica e variada. Esta riqueza pode ser percebida nas vestimentas próprias e na criatividade de seus usuários ao combinar cores e acessórios de maneira diferente do que é sempre exibido em jornais e revistas europeias e latinas. A musicalidade também
presente entre eles e os latino americanos davam o tom, num clima de festa, levando os europeus a vivenciarem também a própria alegria e cultura. Enfim, a natureza ao redor, incluindo o lago que cerca a região, dava o ar europeu àquela parte da Itália onde se instituiu a Babel ao contrário, ou seja, a Torre de amor e luz que manava dos dias de sol e das noites estreladas e relativamente quentes para o clima local.

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluzvieira)



domingo, 8 de maio de 2016

Trabalho e Lazer: aliança possível

É possível ter lazer e trabalho ao mesmo tempo? Há quem diga não! Mas e se o trabalho for numa região praiana? Isto é possível e até viável, já que seu almoço pode ser num restaurante à beira-mar ou no fim do expediente, sendo o escritório na orla marítima passear no calçadão torna-se algo legítimo.
Foto da autora
Deste modo trabalho e lazer se misturam, deixando o trabalho até mais agradável, ainda que seja algo exaustivo, ocupando pelo menos 10h a 12h de seu dia, cotidianamente.

Trabalhar e ter o privilégio de ver a natureza viva, o mar e, todo o trânsito de uma grande cidade, além de shopping centers e edifícios são pequenos detalhes que fazem a diferença num dia estressante. Tem-se a impressão que o dia torna-se mais vivo, o trabalho transforma-se numa atividade que produz bens relacionais, contribuindo para, de fato, gerar qualidade de vida.

Pode ser privilégio de alguns ou, talvez, muitos precisem aprender como unir o útil ao agradável, de forma a não ser escravo do tempo cronológico e tão pouco do serviço remunerado, mas dar a ambos a dimensão que lhes cabem dentro do curto espaço de 24h...Fazer isto é uma arte, capaz de favorecer o lazer e melhorar a qualidade do trabalho realizado.
Claro que exige disciplina, pois há sempre a tendência a ampliar o horário de almoço ou antecipar o fim do expediente, sobretudo, quando se é um profissional liberal. Entretanto, mesmo o ócio criativo precisa ser dosado, a fim de evitar a perda de foco ou o desperdício do tempo que é também precioso, um capital divino e, merece ser muito bem aproveitado.
Estar numa cidade praiana, não sendo período de férias e nem feriado ou fim de semana, requer habilidade para aprender a viver tanto do trabalho como do lazer num mesmo dia; especialmente, quando se permanecerá no local apenas os dias necessários para executar a tarefa imposta tendo em vista resultados futuros.

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluzviera)

sábado, 9 de abril de 2016

Diálogo, Reciprocidade, Amor, Esperança

Uma nova sociedade, realmente fraterna, um mundo novo e unido são anseios de jovens, adultos e crianças. No entanto, três palavras-chave são indispensáveis para sua realização: Diálogo, Reciprocidade e Amor que juntos carregam a Esperança deste Mundo Novo e Unido num futuro não tão distante.
O evento A Arte Revisitada a partir do Pensamento de Chiara Lubich foi um momento de renovação nesta esperança de que a sociedade nova, um mundo novo e unido, nos quais prevaleçam a ética, a reciprocidade gerada pelo diálogo, pelo amor não são uma utopia. Mas isto só se torna possível se pessoas de boa vontade, não importando a idade, a formação ou a religiosidade se unirem para, de fato, juntos buscarem a construção desta utopia possível.
Isto foi o que demonstrou o Recital da Casa das Rosas que reuniu artistas jovens e adultos num momento divino, sem ser religioso, mas capaz de  mostrar que vale a pena ter esperança, acreditar no diálogo, na reciprocidade e viver de forma ética. Isto porque há muitas pessoas de boa vontade que também desejam a mesma coisa e de modo silencioso ou por meio de sua vocação profissional artística gritam isso para esta sociedade tão desesperançada e descrente, sobretudo, neste momento conturbado em que se encontra o Brasil politicamente e também outros países nos vários continentes com suas guerras insanas.

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluzvieira)



domingo, 6 de março de 2016

Biodiversidade Mundial em perigo

Dentre as dez áreas florestais mais ameaçadas do mundo, de acordo com estudos da organização Conservação Internacional, a Mata Atlântica ocupa a quinta colocação. Os “hotspots de biodiversidade”, como foram denominadas as análises, mostram áreas espalhadas por todo o globo, que abrigam grande biodiversidade com espécies animais e vegetais únicas, mas que correm sérios riscos de extinção. O Brasil está entre as áreas ‘ranqueadas’ assim como o sudeste asiático, regiões da Nova Zelândia, China, África Oriental e Madagascar.
Todas as florestas consideradas no estudo já perderam, pelo menos, 90% de sua vegetação original. A preocupação maior está no fato de que essas áreas abrigam pelo menos 1.500 tipos de espécies nativas endêmicas, que só existem ali. A Mata Atlântica é um bom exemplo disso. A sua área original ocupava grande parte da costa brasileira e hoje restam apenas 8% dessa vegetação em todo o território nacional. Apesar da devastação presente, a região possui cerca de 20 mil espécies de plantas, sendo 40% delas endêmicas.
O desmatamento é uma preocupação constante já que as florestas cobrem apenas 30% do planeta e são responsáveis por fornecer alimentos para 1,6 bilhões de pessoas. São responsáveis também pela manutenção do clima e são importantes economicamente.
No caso da Mata Atlântica, ocupam 17 estados brasileiros, do Ceará ao Rio Grande do Sul, passando por grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disto, as florestas são importantes reservatórios de água doce, uma vez que ¾ da água potável do mundo provêm de vertentes florestais e a maior parte das cidades depende desatas vertentes para obter água limpa.
A proposta do estudo desenvolvido pela OnG Conservação Internacional é encorajar os países a definirem novas estratégias de proteção aos biomas, exaltando o fato de que também é possível obter benefícios econômicos mantendo a floresta em pé.

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluzvieira)
Fonte: www.conservacao.org


OBS: A Conservação Internacional tem sede em Washington D.C. e visa proteger as chamadas “hotspots" de biodiversidade da Terra, áreas selvagens ou regiões marinhas de alta biodiversidade ao redor do Globo. No Brasil, esta organização tem sede em Belo Horizonte (MG).