sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Homenagem

Hoje comemoramos 30 anos da morte do meu escritor predileto: Carlos Drummond de Andrade, mais do que predileto, pois ainda estagiária no Curso de Jornalismo tive o privilégio de entrevistá-lo, num período em que ele não era afeito a receber estudantes, em seu apartamento, em Copacabana (RJ). Entrevista esta que impulsionou-me a superar todo e qualquer obstáculo para tornar-me jornalista não apenas em teoria, mas na prática, trabalhando em jornais diários na região metropolitana do Rio de Janeiro, pequenas revistas de turismo e outros veículos impresso de pequeno e médio porte. Profissão que ainda hoje me fascina, mas sem o glamour dos anos 70 e 80.
Por isso, a morte de Drummond foi o primeiro choque violento em minha vida de jovem profissional da Comunicação, em 18 de agoto de 1987, apenas 12 dias após a morte de sua filha única, a cronista Julieta Maria de Andrade que falecera de câncer.  Ainda estava deglutindo a morte daquela q fora minha ponte para chegar ao escritor, ao ter conhecimento de sua morte. Na época era uma jornalista na cidade em que nasci e passei o dia acompanhando o noticiário para escrever uma matéria especial e, ao mesmo tempo para elaborar um texto pessoal, a fim de expressar minhas emoções.
Afinal, morrera um dos maiores expoentes da literatura brasileira e dentre os vários títulos, um dos que mais me atrai ainda é "De Notícias e Não- Notícias faz-se a crônica",  talvez porque ali o autor transmite ao leitor ( ou pelo menos para mim como leitora) uma concepção da realidade tanto de modo subjetivo, quanto psicológica e física, percebida pelos sentidos em função dos vários textos contidos  nas 200 páginas da sexta edição, publicada pela Editora Record em 1993, pós-morte do escritor, reunindo histórias inicialmente publicadas no chamado Caderno B, do então Jornal do Brasil, no RJ.
Saudades do Drummond!!!

Como parte das homenagens ao poeta, escritor, jornalista, a editora Companhia das Letras lança em outubro - Drummond nasceu em 31 de outubro de 1902 - o livro Uma Forma de Saudade – Páginas de Diário, material herdado e reunido pelo neto Pedro Drummond. 


http://cultura.estadao.com.br/blogs/babel/diarios-de-carlos-drummond-de-andrade-serao-publicados-30-anos-depois-da-morte-do-poeta/



                                                       Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)







sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Gota filosófica


"Quanto mais alto for o edifício, mais sólidos têm de ser os seus alicerces. É por isso que se diz que sem a terra não se chega ao céu."

(Paulo e Lauro Raful)



Foto: Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

domingo, 23 de julho de 2017

Dar: Gratuidade

Doar - "ceder gratuitamente", diz o dicionário. E o que isto significa? Significa muito mais do que doar algo apenas material ou tangível.. Implica em gratuidade, inteiramente. E alguns grupos e pessoas estão fazendo isso em diversas partes do mundo.Por exemplo, a ação"#CadaUmDaOquePode. de acordo com o portal Só Notícia Boa (http://www.sonoticiaboa.com.br/2017/07/12/doam-abracos-reiki-e-cafune-pra-ajudar-carentes-assista/) realizou um primeiro evento em Brasília, visando despertar a solidariedade nas pessoas. Assim, trata-se de um dia para dar e receber sorrisos, abraços, reiki, cafuné, chocolate quente…Enfim, algo tangível ou intangível, mas capaz de transformar o momento presente de alguém conhecido ou desconhecido.
Portanto, doar vai além de dar dinheiro, alimentos ou roupas (o que também é necessário) a fim de que se colabore na construção de um mundo mais solidário, fraterno, um mundo unido em diversos aspectos. Muitas vezes, doar tempo e atenção são bem mais importante; hj tem-se medo de parar na rua  quando alguém tenta nos abordar tamanho receio da violência que graça pelo mundo a fora, mas às vezes, quando se é parado isto pode gerar uma grata surpresa: a pessoa quer apenas uma informação ou uma ajuda para atravessar a avenida movimentada e cheia de obstáculos, dificultando a livre circulação.


Praia de Icaraí em Niterói Foto a autora
Quando se é capaz de superar o medo e dar uma parada em meio a correria do dia a dia e, assim auxiliar alguém apenas com sim e posterior orientação, isto deixa uma sensação transbordante de bem-estar que é capaz de transformar todo o dia. Ou seja, são beneficiados ajudante e ajudado, sem que isto implicasse doar dinheiro ou outro bem material.
Assim, “O propósito da ação Abraço, Reiki ou Cafuné é fazer uma corrente do bem na qual “cada um dá o que pode”, explicaram os organizadores do evento à Reportagem do Portal  Só Notícia Boa. (http://www.sonoticiaboa.com.br/2017/07/12/doam-abracos-reiki-e-cafune-pra-ajudar-carentes-assista/).
Deste modo, é possível observar que doar tempo, talento e boas ações faz parte da gratuidade, do doar a si mesmo em prol de todos que estão ao redor. Para isso, basta sensibilidade e atenção.

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)