quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Novo Ano

O clima de Esperança está no ar, mais um ano começa trazendo sonhos, desejos de mudanças seja de trabalho, de moradia, de cidade, de estado ou de país. Enfim, esperança de transformações que tragam novos ares tanto para a vida pessoal como coletiva. Mas o homem deitado na via pública, em posição de quem já morreu, indica que algumas situações tendem a se repetir. Ou seja, Novo Ano não implica de fato em mudanças e estas podem não acontecer.

A presença deste “corpo” na calçada com os raros transeuntes passando na mesma calçada sem sequer olhar. Caminham pelo meio da rua neste 1⁰ de janeiro em que o trânsito de veículos é quase inexistente nas redondezas. Ninguém parece se importar. Uma observadora na janela do prédio do outro lado da via chama a emergência que, após diversas perguntas, é informada de que enviarão ajuda, que chega 25min depois em duas motos ambulâncias. Eles encontraram o homem recostado na porta de aço do restaurante fechado.

Os socorristas sequer descem de seus veículos. Perguntam algo; um minuto depois fazem meia volta e vão embora, enquanto o homem permanece sentado na calçada. Depois de um curto período de tempo ele se levanta com alguma dificuldade, caminha até a esquina da rua onde estava e desaparece do ângulo de visão da observadora.

Foto: Google

Ele não parecia morador de rua; estava com roupas limpas, meias brancas, assim como a camisa de malha; seus tênis pretos estavam limpos bem como o boné da mesma cor. Tal fato leva a pensar: começa um Novo Ano e a indiferença favorece situações que poderiam ser evitadas. Indica situações que poderiam ser evitadas caso houvesse mais solidariedade, proatividade capazes de gerar ações capazes inclusive de salvar uma vida.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

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