quarta-feira, 5 de maio de 2021

Acreditar e ver mudanças

Hoje alcançamos a triste recorde de 400mil mortos pela Covid-19, incluindo o comediante Paulo Gustavo, após 50 dias em um leito hospitalar. E isto comprova três aspectos da vida: 1-Deus colhe as melhores flores e os melhores frutos; 2 – A vida humana é finita das mais variadas formas; 3- Tudo passa seja bom ou ruim. Este número poderia ser mais baixo se o poder público e também cada cidadão individualmente ou coletivamente ousasse agir de modo mais efetivo radicalmente num período maior de tempo. 
Ainda que vivamos um momento de dor, perdas em cima de perdas, sofrimento em função também do distanciamento daqueles que nos são caros, é possível acreditar que será possível ver mudanças positivas. Há pouco mais de um ano não se via qualquer facho de luz no fim do túnel, mas no quinto mês de um movo ano, já é possível vislumbrar não necessariamente uma cura, mas um modo de “barrar” o contágio e a infecção viral por meio de vacinas que mesmo a conta gotas no país se expande para pontos remotos no país. 
Foto: Google
É possível acreditar e ver mudanças, ainda que talvez sejam apenas temporárias – só o tempo poderá mostrar – porque já existem países com maior proximidade entre seus cidadãos; já está em discussão formas de acelerar troca de informações sobre a produção de vacinas ou mesmo a possível quebra de patentes no que se refere a produção das vacinas, tendo em vista agilizar a produção para todo o planeta em meio a pandemias. Além do fato de que há em diferentes países, regiões, cidades, bairros grupos e ONGs pequenas ou grandes que se unem em rede a fim de atender os mais atingidos pelo vírus da Covid-19 e suas cepas. É um caminho e um facho de luz no fim do túnel, o qual é tão longo que não se pode, de fato, enxergar a saída; mas oferece a possibilidade - através do oxigênio transportado pelo ar - perceber o bruxulear da luz deste pequeno facho. 

Regina Maria da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Sonho que se concretiza

Buscava uma notícia positiva para estes primeiros quinze dias de abril e deparei-me com a informação sobre a Escola da Esperança, em Coelho Neto, no interior do Maranhão, conduzida por uma menina de 12 anos cujo sonho é tornar-se advogada e ajudar outros daquela região a obterem Justiça. A pequena cidade ganhará uma escola nos moldes estabelecidos pelo Ministério da Educação e que está presente nas inúmeras cidades do país.  


Valeu o empenho da professora mirim Érica para alfabetizar as demais crianças da região. Após a postagem do vídeo contando a história desta escola que nasceu do sonho e ação concreta desta pequena brasileira ganhar repercussão autoridades locais foi até a Escola da Esperança já com a proposta da construção de uma escola de tijolos, juntamente com uma casa para a família da pequena professora-estudante. As obras já começaram e esperemos que seja finalizada em curto espaço de tempo, pois em tempo de pandemia onde só se tem o minuto presente. Mas como diz um dito popular: "antes tarde do que nunca".

Foto: Google

Érica é a personificação deste trecho da música do Geraldo Vandré: "Esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", embora a pequena protagonista sequer sonhava nascer quando letra e música foram compostas, ainda no período mais cruciante da ditadura no país. Assim como naquele país a canção chamava para uma  atitude pró-ativa, a postura desta menina além de orgulho, esperança e confiança em tempos melhores, gerou uma comoção nacional culminando numa resposta efetiva por parte das autoridades competentes. A esperança está no ar para os moradores de Coelho Neto....Vale a pena acessar estes links. 


https://www.youtube.com/watch?v=CAnq2emMSyo

https://www.youtube.com/watch?v=CVbuZqqbXdk

Regina Maria da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

segunda-feira, 8 de março de 2021

A Escola da Esperança

Neste período pandêmico cada vez mais acirrado no país a saúde e a sobrevivência tornaram-se bens preciosos; o ar que se respira está doente e ficar sem ele gera morte., a exemplo da catástrofe em Manaus. Porém, algo não pode ser perdido ou deixado de lado: a Esperança. Diante da doença e da morte há o desespero da dor; porém, esta também precisa ser enfrentada para que o ser humano não perca a lucidez e o sentido da Vida. É isto que faz ressurgir a esperança ou a luz no fim de um túnel muito escuro e longo....

No entanto, a vida ganha maior significado quando se vislumbra o horizonte e se é capaz de perceber a necessidade do outro. E neste sentido, também se estende a mão para ajudar esse outro. É isso que fez uma menina de 12 anos tornar-se professora no interior do Maranhão e ensinar aquilo que já sabia as demais crianças que nada sabiam.

Ela foi capaz de dar sentido a situação de extrema penúria e criar uma sala de aula a partir de materiais  reciclados como ferro, madeira e tecidos de TNT coloridos, recolhidos pelos adultos para alfabetizar tantos outros pequenos que não sabiam ler ou escrever. É comovente e questionador verificar que em pleno século XXI uma criança constrói  a sala de aula a partir do lixão para democratizar o saber, que é um Direito constituído internacionalmente. 


Com a força de vontade e o sonho de ter um diploma de advogada no futuro para fazer Justiça aqueles que nada têm e muitas vezes precisam recorrer ao Judiciário, a pequena Érica decidiu  pedir livros, cadernos, lápis, borracha para oferecer à Escola da Esperança e, assim alfabetizar as demais crianças da região. As inúmeras dificuldades enfrentadas pela família não diminuem a esperança desta menina que, quando se sente muito triste por vivenciar situações tão desumanas de sobrevivência, se refugia nos livros e encontra forças para seguir adiante. Busca assim transformar...

É inspiradora a ação desta pequena professora, mas também é questionadora: Que país é este no qual uma criança precisa recorrer ao lixão para ensinar outras crianças a ler e escrever? Que país é este no  qual a escola tornou-se não apenas brincadeira de crianças, mas uma pequena sala de aula real, quase escura, com pouca ventilação, no interior do Maranhão? Até quando se vivenciará esta realidade? São questões não para terminar a Esperança, mas fazê-la florescer de um modo novo, ressignificando o presente para edificar um futuro mais positivo para aqueles que são o futuro da Humanidade neste Brasil tão desigual em tantos aspectos.

Foto: Google

Regina Maria da Luz Vieira (RegiLuzVieira)