domingo, 6 de setembro de 2026

28ª Bienal: Vitória do Livro impresso

Autores conhecidos e desconhecidos dividem um palco comum ao longo de dez dias, em sessões de lançamentos de suas obras nos mais variados horários e estandes num dos maiores eventos nacionais: a 28ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo. Obras de ficção e não ficção convivem lado a lado, atraindo olhares ávidos e curiosos por novidades...

Corredores e estandes lotados, congestionamento humano, livros para todos os gostos. O pavilhão do Anhembi é notícia nas diversas mídias. O evento atrai público de idades. Livreiros, autores, influenciadores se encontram e se conectam em torno do livro físico, em plena era digital em que a IA ocupa cada vez mais espaço.

Foto: Google

Enquanto escritores independentes e, em início de carreira, buscam ser conhecidos e lidos a partir desta “festa” que compõe o calendário cultural nacional, os autores veteranos, cercados por conhecidos e desconhecidos participam de palestras e são entrevistados, ampliando o leque de leitores para suas novas obras


Mais uma vez a Bienal do Livro em São Paulo atrai ainda hoje um grande público heterogêneo dentro e fora do país. O evento comprova que a leitura do livro físico, nos mais variados gêneros reúne em pleno século XXI seguidores, patrocinadores, profissionais das mais diversas áreas que apostam na diversidade cultural deste veículo impresso que vence os diversos obstáculos e permanece, ao longo dos séculos, na preferência dos leitores!

Regina da Luz Vieira (RegiLuz Vieitra).


terça-feira, 30 de junho de 2026

O invisível, visível

Todos os dias, fizesse frio ou calor, chuva ou sol lá estava ele sentado em seu banco de pedra, rodeado de sacolas, duas malas de rodinha e uma mochila. De repente ele desapareceu por duas semanas. O que teria acontecido?

M.L simplesmente sumiu, deixou de fazer parte da paisagem local que de repente ficou vazia. Mas assim como desapareceu, ele retornou por mais alguns dias. O cabelo cortado e barba feita, estava com duas malas: uma azul e outra cinza, além de uma mochila preta. As demais sacolas, sacos e “tranqueiras” haviam desaparecido.

Estava sentado sob um papelão; não havia mais o banco. Mãos no queixo, olhar distante; parecia alheio, mas observava o movimento de carros e pessoas.

Foto da autora
Ao contrário do período anterior não falava em vós baixa; aliás, sequer falava.  Dava a impressão de estar ainda mais calmo; conversamos alguns segundos e ele disse: “vou embora” e emudeceu. Despedi-me e continuei subindo a rua. No dia seguinte o ponto de M.L. estava vazio de novo. Parecia um lugar sem vida, ainda que carros e transeuntes fossem constante, faltava algo, ou melhor, alguém wque, de maneira alguma era invisível.

    

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

domingo, 31 de maio de 2026

O Amor e suas nuances


Paraíso na Terra: Foto da autora
Amor: quatro letras, muitos significados e categorias ou tipos.  De acordo com a gramática é um substantivo abstrato; representa um sentimento, estado ou conceito que depende de um ser para existir. Na perspectiva clássica C.S Lews existem pelo menos quatro categorias para a Palavra Amor: Eros, Philia, Storge e Ágape.

O primeiro: Eros é amor romântico, apaixonado, relacionado ao desejo físico e prazer, a atração sexual. O amor Philia, que significa amizade, é o amor fraternal, baseado na intimidade, conexão da alma e respeito mútuo. Já o Storge, cujo significado é afeição, está relacionado com o amor familiar, incondicional e protetor, comum entre pais e filhos. Enquanto o Ágape é o amor incondicional, considerado o mais perfeito, relacionado Deus, a caridade.

Já a perspectiva moderna considera diversos tipos ou categorias de amor a começar pelo amor romântico que envolve sentimento, emoções, atração física; o amor amizade profunda gerado a partir de pontos comuns e conhecimento profundo entre as pessoas; o amor considerado vazio, sedutor, porém, sem compromisso. Há ainda o amor companheiro; o amor próprio; também o amor pleno, completo, equilibrado. Nesta última categoria ou tipo encontra-se o amor que sabe dizer sim, dizer não, aceitar defeitos e qualidades impor limites e não ser invasivo.

É possível classificar o amor materno como amor doação porque, em geral, as mães sempre estão disposta a a sacrificarem-se por sua prole seja esta consanguínea ou nascida do desejo de doar-se de modo caritativo para aqueles que enfrentam situações de vulnerabilidade. Pode ser incluso no amor ágape do qual fala a bíblia.

Neste caso este tipo de amor se relaciona ao Amor de Deus por suas criaturas: incondicional, disposto a perdoar de modo incontável; misericordioso, sempre pronto a buscar o bem do outro, dar paz aos corações feridos e sem força para seguirem em frente. O amor ágape é sempre altruísta, não espera nada em troca, por isso, está sempre associado ao divino ou aoi espiritual. Textos bíblicos falam ainda do amor presente nas famílias e entre reis e súditos.


Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)