domingo, 16 de dezembro de 2018

Germina a Esperança

Dezembro já passou da metade e, quanto mais se aproxima o fim de ano tanto mais crescem os momentos festivos sejam esses entre colegas de uma mesma empresa ou entre amigos e parentes. Celebrar, festejar fazem parte do ritmo da vida.Fazem-se mudanças, surgem planos e encerra-se um ciclo tanto no calendário civil como no calendário religiosos.
Talvez seja um tempo insólito, mas certamente é um tempo de espera ou de esperança. Esperança em dias e anos melhores, mais alegres, mais humanos, mais felizes. Sim, o ser humano mesmo quando está feliz, sonha em ser ainda mais feliz, Uma felicidade nem sempre palpável, porém, sempre esperada.
Faltam dez dias para o Natal e esta esperança aquece o ar, ilumina dias e noites, degela corações e amplia o corre-corre nessa megalópole que é São Paulo, transformando-a num mar de pessoas inundadas pela expectativa e pelo sentimento de esperança que às vezes gera a fúria desesperada por compras pequenas e grandes que podem ou não fazer a diferença numa cascata simbólica que quer gerar uma corrente do bem... Sim, todos querem de algum modo fazer o bem nesta época de espera e não só fazer caridade (que por si é um grande bem). Mas o que todos querem mesmo é ser o bem que está como semente escondida sobre a terra, tendo o momento certo para germinar. Para muitos o momento certo da germinação é o Natal, cuja festa inclui diferentes rituais e aspectos conforme as crenças presentes no coração da Humanidade.
É esta semente de esperança  no coração humano que leva todos a acreditarem que a sociedade pode e será diferente e melhor algum dia.Nesta espera todos torcem pela paz, pelo fim de guerras insana e, no caso do Brasil, na maior parte das vezes, por melhores condições de vida e sobrevivência. 
Foto: Google: A esperança está no ar.
Eis que vem o Natal, um momento novo, que enche o ar de alegria ainda que as ruas e espaços comerciais não tenham as decorações glamorosas produzidas anteriormente. Tem-se a impressão  que não só o dinheiro encolheu, mas a própria esperança tornou-se uma pequeníssima semente em germinação neste Tempo insólito,  capaz de levar todos a inspirar, respirar e aproveitar a Vida.

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

HQs: Do Chão ao Teto

foto: Regina Luz  -Painel de entrada
Já na entrada do Museu da Imagem e do Som na cidade de São Paulo (MIS) um enorme painel com a palavra Quadrinhos em letras garrafais, traz à memória de adultos, jovens e crianças, enfim ao público das mais variadas idades, que em momentos coletivos ou individuais diferentes, se deliciou lendo ou folheando as revistas em quadrinhos com suas milhões de histórias.
Do chão ao teto, passando pelas escadas e os vários espaços pelos quais se derrama a exposição, se respira quadrinhos e mangás, fazendo os visitantes reviverem momentos de nostalgia e sentimento de liberdade e também criatividade produzidos pela leitura descompromissada das HQs em diferentes períodos dos séculos XIX, XX. Para uma parte do público trata-se de volta ao passado, para. os mais novos, um momento de diversão e descoberta.
Mas todos se rendem diante de seus personagens prediletos com os celulares sempre em mãos a fim de gravarem uma imagem ou várias para a "posteridade". Ou simplesmente para relembrar tempos imemoriais em que guache, nanquim e pincel deram vida a inumerosos personagens que, posteriormente, saltaram da tiras de jornais para as revistas específicas, televisão e, mais recentemente ganharam vida no cinema.
A exposição de HQs no MIS envolve paredes, escadas, corrimãos, teto, reunindo o digital, o impresso e o visual envolvendo o visitante de forma tão intensa que duas horas são insuficientes para absorver textos, imagens, histórias em áudio sobre o mundo encantando de Tim Tim, Mafalda, Pato Donald, Mickey, Homem Aranha, Homem de Ferro, toda a turma da Mônica, Malfada e os diversos personagens da Marvel numa atmosfera mágica, doce, alegre e irreal, porém, concreta.


Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

sábado, 17 de novembro de 2018

Dupla Vitória

“É inexplicável a emoção que sentimos quando um objetivo é alcançado. Só tenho a agradecer e bradar júbilos de glória por esta Vitória! É emocionante gritar: Eu consegui! Não desistam dos seus sonhos, todos nós somos capazes de realizá-lo”. 
Esta afirmação é do jovem Lorenzo Menezes, de 22 anos, que acaba de se formar na faculdade, em Administração, e dedicou o canudo à mãe, que é gari e se esforçou a vida inteira para garantir os estudos do filho.
Aqui há uma dupla vitória: a de uma mãe que leva às últimas consequências seu instinto maternal para que seus três filhos não precisem enfrentar a tripla jornada que ela vivencia para que os filhos possam estudar e terem oportunidades iguais no mercado de trabalho dentro de uma sociedade tão desigual. 
Foto: Portal  Só Notícia Boa
Mas é também uma vitória dupla no sentido de que o filho não apenas reconhece o esforço materno e busca colaborar não só com a dedicação ao estudo, mas também financeiramente ao vender trufas para pagar o cursinho pré-vestibular..
Gestos e atitudes como estas demonstram que há valores e sentimentos que se perpetuam mesmo na sociedade atual na maior parte das vezes movida por interesses e ambições distorcidas.
“Minha mãe não tem o 1° grau completo e as dificuldades da vida fizeram com que ela se esforçasse ao máximo para que nós não passássemos pelas mesmas coisas”. A revelação do jovem formando demonstra orgulho, consciência, dor, e um misto de tristeza e alegria por enfrentarem e superarem situações adversas, a fim de alcançarem a meta estipulada.



Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)