domingo, 29 de abril de 2012

“A sabedoria não é um produto do pensamento.  A sabedoria é um profundo conhecimento que vem do simples ato de dar total atenção a alguém ou a alguma coisa.
A atenção é a inteligência primordial, a própria consciência. Ela dissolve as barreiras criadas pelo pensamento, levando-nos a reconhecer  que nada existe em si  e por si.
A inteligência une a pessoa que percebe ao objeto percebido, num campo unificado de percepção.É a atenção que cura a separação."
Eckhart Tolle – O Poder do Silêncio

sábado, 7 de abril de 2012

Dia Nacional do Jornalista

Hoje é o Dia Nacional do Jornalista, em comemoração a fundação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no dia 7 de abril de 1908 por Gustavo Lacerda. É uma data para ser lembrada não apenas por sua importância histórica, mas também pela luta que nós jornalistas temos travado, em especial, nos últimos anos em função da nova regulamentação profissional.
Além disso, surgem alguns questionamentos: Como nos tornarmos profissionais melhores? Como exercer com ética, dignidade e respeito essa profissão que tem uma função pública e social?
Acredito ser necessário vermos a atividade profissional com outros olhos, sobretudo se somos de fato comunicadores e desejamos um mundo melhor.
Imagino que o pensamento citado em seguida possa traduzir uma nova maneira para a prática jornalística:
"Somente aprendendo a viver o amor recíproco nos relacionamentos pessoais o comunicador pode, em seguida, pensar em realizá-lo nos relacionamentos públicos, na sua produção midiática". (Michelle Zanucci – jornalista italiano)
Com base neste pensamento é possível ter esperança na união da categoria, não para tornar-se uma classe mais forte e sim para de fato realizarmos um serviço de utilidade pública e social, contribuindo para que se criem não só estruturas novas na sociedade, mas homens e mulheres novos, capazes de ter sempre um olhar além do humano, a fim de criar de fato uma coletividade mais justa e fraterna.
A afirmação do Zanzucci é p/mim um programa de vida  e que não é uma utopia, quando vejo jovens jornalistas se preocupando em discutir e defender temas que sequer sonharíamos em fazê-lo em outros períodos, tb em função da realidade ditatorial em que vivíamos e, ainda vivemos (porém, hj muito mais financeiramente ou economicamente).

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluz)


quarta-feira, 28 de março de 2012

Perdas consideráveis


No espaço de quatro dias, duas perdas consideráveis para o universo televisivo e jornalístico: Chico Anysio e Millôr Fernandes. O público em geral, os fãs e, de modo particular, os humoristas ainda choram a perder de um e recebem a notícia da morte do outro, na noite desta terça-feira, 27/3.
É fato que tanto Chico quanto Millôr deixam uma herança imensurável: a cultura difundida de maneira ampla e irrestrita, se assim podemos dizer, através dos diversos veículos de comunicação. Os dois tiveram vida longa, mas para nós, que de modo indireto via TV, rádio, jornal acompanhamos seus passos, eles partiram cedo. Carioca de nascimento, Millôr Fernandes sabia satirizar as mais diversas situações; seus textos jornalísticos eram impecáveis e sua criticidade muito me ajudou a querer sempre ver além das linhas, nas entrelinhas. Seus textos sempre levavam a reflexões analíticas, críticas e geravam mais questionamentos e inquietações.
Assim como Chico Anysio, cearense de nascimento e carioca de coração, nosso escritor deixa uma lacuna difícil de preencher, mas certamente, no outro lado da vida devem estar transmitindo conhecimento e sabedoria para muitos. Alegria e dor, binômio da vida que os dois souberam transmitir em seus trabalhos de modo leve, lúdico tanto na linguagem oral como na escrita....

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluz)