sábado, 13 de dezembro de 2025

Novamente Natal

Dentro de 12 dias celebraremos o Natal 2025. Nas ruas há um vaivém de pessoas com sacolas de diversos formatos e cores num entra e sai de estabelecimentos comerciais, cujas fachadas estão enfeitadas com pequenas luzes coloridas e flores vermelhas artificiais. Mas há também aqueles que entram e saem das lojas de mãos vazias após olharem preços de pequenas, médias e grandes mercadorias. Alguns balançam a cabeça de modo negativo enquanto outros ficam introspectivos, analisando as possíveis soluções para atingirem seus objetivos.

É tempo de esperança, de festa, mas sobretudo é tempo de acolher quem perdeu a esperança e a confiança num mundo mais justo, fraterno, igualitário, equitativo onde mesmo divergindo amigos e inimigos possam se dar as mãos em prol dos menos afortunados. Natal é tempo de espera proativa, alojando Jesus naqueles que são migrantes dentro e fora do Brasil. Alojar implica proximidade, empatia, enfim acolher o diferente nos mais diversos aspectos.

Temos a impressão de que esta seja uma época apenas para  troca de presentes, confraternização entre amigos e colegas de trabalho, mas o motivo central fica em standby. Ainda que exista um sentido religioso profundo para os cristãos em todo o mundo, o anfitrião, muitas vezes, é deixado em segundo plano. Então, tudo se torna um vaivém sem muito sentido, gerando desgastes e irritações, contradizendo a proposta de paz, amor, alegria, aconchego, família alargada. O coração de muitos se entristecem porque sequer têm condições para comprar um pão...

Mas isso pode ser mudado; em muitos lugares a mudança se faz a olhos vistos porque há crianças, jovens, adultos, idosos, mulheres e homens que se organizam em grupos ou instituições civis para realizarem o Natal do Menino-Deus. Levam alimento, roupa, moradia e trabalho onde a precariedade, a penúria se fazem presentes, fazendo renascer a esperança, a confiança, o sorriso na face de quem perdera a perspectiva de uma vida realmente digna para si, para os filhos e parentes. Estas pessoas veem a luz da estrela-guia surgir entre as sombras neste século XXI.

Foto: RegiLuzVieira

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

 


terça-feira, 4 de novembro de 2025

Atmosfera mágica

Foto Google


Mar, sol, calor, leve brisa e o céu azul sem nuvens inundam a visão, a mente e o coração deixando na alma a sensação de liberdade, de uma presença divina constante e capaz de integrar a vida humana como parte visível do Infinito que circunda tudo e todos. A paz dentro e fora torna-se palpável e não apenas sutil ou pensamento etério; talvez porque o barulho de motores, de vozes humanas, som de animais, inclusive pássaros cessaram por alguns instantes colaborando na construção de uma atmosfera mágica.

Os ruídos desaparecem como por encanto, cedendo lugar aos pensamentos reflexivos, introspectivos, colocando-nos em contato com o mundo interior, cujos sentimentos não vêm como cascatas, mas permitem a completa imersão de modo espontâneo. Um mergulho ao mais escondido recanto interno, onde se descortinam pensamentos de gratidão, alegria, amor ágape e desejos de absorver a Vida em doses homeopáticas, saboreando o fluir desta mesma Vida que se extravasa de modo exuberante nas cores do ambiente ao seu redor.

 Diante do verde das montanhas, bem como de árvores cujos troncos se erguem imponentes, as folhas no ponto mais alto das palmeiras balançam ao vento; esta imponência demonstra que as intempéries não impedem o seu frutificar. Plantadas ao redor de planícies cobertas por paralelepípedos em forma de losangos – cujas frestas permitem a absorção da água e dos nutrientes necessários ao seu desenvolvimento – estas árvores são sinais de interligação entre o mundo vegetal e o próprio homem convivendo de modo pacífico e produtivo, em uma harmonia que encanta olhos, coração e mente.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Sentimentos e Emoções

Foto Google

 Tão rápido quanto um sonho de uma noite de verão o dia especial   chegou, passou e acabou. Era um dia comum, mas não para sua   protagonista, pois aniversário acontece uma única vez ao longo do   ano; ainda bem. Já pensou se fosse diferente? Se chegaria aos 50, 60   ou mais de modo muito veloz e, talvez, sem apreender a sabedoria da   Vida.

Deste dia especial ficaram os abraços, as congratulações, reais e virtuais, como há muito não recebia; algumas surpreenderam, outras nem tanto. A surpresa maior viera num “possível esquecimento” que sempre foi o mais improvável. Este trouxe uma pequena nuvem escura que não indicava tempestade, mas acendia o pisca alerta, chamando a atenção para algo latente, mas capaz de se tornar manifesto.

Enquanto o dia fora um grande momento mágico, a noite substituiu o papel em branco cobrindo com sentimentos contraditórios a data especial. Sentimentos não revelados, ora reflexivos, ora introspectivos, ora críticos, porém, cobertos de significados e sentidos. Pareciam instantes de um lânguido torpor que embala, invade a alma e amplia o intenso calor de uma noite de verão. Ao mesmo tempo, tais sentimentos evocam a memória do dia esperado com ansiedade e já terminado apenas num piscar de olhos.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)