sábado, 1 de junho de 2024

Contraste


 Violência, catástrofes naturais, desastres ambientais se multiplicam em âmbito planetário, assim como altruísmo e solidariedade também crescem em proporções semelhantes. No entanto, aspectos positivos não geram alarde; afinal a árvore que cai faz barulho, enquanto a semente que germina e se torna árvore o faz de modo silencioso, mas gera sombra e frescor numa área muito mais ampla.

Afinal, uma imagem diz mais que mil palavras e a repetição e mimetização de determinadas imagens incutem a sensação de desesperança, dor e tristeza E isto gera situação contagiante negativamente; mas o ser humano traz em si a capacidade natural de altruísmo e generosidade. Desta maneira situações negativas acabam por gerar união em busca de soluções e contribuições para reconstruir a Vida no sentido pleno desta palavra.

Foto da autora

Junho chega com o clima de solidariedade diante do  frio intenso que se estende por várias cidades no país, lembrando que onde há sombra também existe luz, mesmo que fraca. Ou seja a esperança se faz viva, intensa, presente, aquecendo mente e coração de quem perdeu tudo, mas mantém o desejo e a confiança de que recomeçar é sempre possível.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

 

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Povos originários

Pertencer aos povos originários no Brasil, sobretudo à população indígena é sinônimo de luta, perseverança e esperança num amanhã com dignidade, respeito e reconhecimento concreto de seus direitos. A luta dos indígenas visa manter a cultura ancestral, a preservação da Terra onde obtêm o próprio sustento e condições dignas de vida sem a interferência do “branco” também junto às gerações futuras.

Foto: segredos do mundo povos indígenas (Google)

Neste mês de abril, mais especificamente o dia 19, as diversas mídias digitais e impressas evidenciam a existência dos indígenas, suas lutas e necessidades, mas na maior parte do tempo eles não são notícia. A criação do Ministério dos Povos Indígenas gerou avanços? A resposta será dada num futuro próximo. Esperemos que seja em benefício destes povos que já estavam aqui antes da chegada dos   colonizadores.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

terça-feira, 26 de março de 2024

Águas de março

Chover e uma bênção, pois diminui a poluição do ar, irriga a terra para o plantio nas regiões rurais. Porém, quando se transformam áreas portuárias e marítimas em locais aterrados com pedras, cimento e asfalto, com pouca ou nenhuma arborização constrói-se um prato cheio para desastres naturais. 

Alie-se a isso bueiros entupidos, galerias sem constante manutenção, rios assoreados, transformando-se em valões, eis a receita para catástrofes naturais decorrentes das chuvas. Assim, as águas de março, mais uma vez trouxeram graves problemas para os estados da região sudeste. No Espírito Santo pelo menos 20 pessoas morreram em decorrência das chuvas intermitentes e torrenciais nete período de março.

Foto Google

No Estado do Rio de Janeiro pelo menos oito pessoas morreram e entre os municípios mais atingidos estão Petrópolis, Muriaé, Campo dos Goitacazes, Vilar dos Teles, Nova Iguaçu, Niterói e São Gonçalo. Além da capital carioca.

A cidade de São Gonçalo, por exemplo, tem bairros nascidos do aterramento antigos portos e do rio Bomba, que corta o município; em algumas áreas transformou-se em valão e vilão a céu aberto. Esse valão transborda quando chove com grande intensidade e suas águas sujas invadem ruas, quintais residenciais, casas comerciais.

Ruas se transformam em mar, impedindo o tráfego de carros, ônibus e caminhões. Afinal, estes não são barcos; então, seus motores paralisam, quando, num momento insano, motoristas quase camicases tentam vencer a correnteza, sem sucesso.

Há soluções? Algumas, talvez como paliativos: limpeza de bueiros e galerias, arborização de bairros mais afetados, tornar o solo menos impermeável, substituindo parte do asfalto por grandes pedras, o que permitiria à terra absorver  boa parte da água pluvial. Construir piscinas subterrâneas é outra possível medida, favorecendo a vazão das enxurradas.

No entanto, é necessária vontade política para criar, aprovar e colocar em prática projetos os quais empregariam verba pública, mas também lisura no processo de execução e até colaboração empresarial privada, beneficiando todos os envolvidos inclusive o elo mais atingido: a população! Quiçá a realidade atual se modifique positivamente e esta seja meta a ser alcançada por governantes e governados.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)