quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Luto, dor, lembranças

 A arte se mantém viva assim como o esporte. Tomba o ser humano, mas não seu legado.

Este é um período ceifas para o mundo artístico e o mundo esportivo: três expoentes da música tiveram sua trajetória interrompida pela única certeza que se tem da vida: a morte! E esta levou num único roldão Rolando Boldrin e Maria Betânia; dias depois Erasmo Carlos. Antes, porém, o esporte perderia o ícone do vôlei feminino: a jogadora Isabel.

Os três ícones da música brasileira se foram, porém, deixaram um legado que já faz parte da história; suas canções evocam tempos duros e difíceis do país, mas também o desejo de mudança capaz de trazer à tona a esperança de um mundo mais igualitário no qual o humano floresce em seus melhores aspectos. Calaram-se as vozes, mas não as mensagens que suas canções deixam transparecer atuais, mesmo se produzidas em épocas remotas.

Por sua vez, o vôlei, de modo particular, o feminino viu tombar aquela que foi a pioneira não apenas a alcançar o pódio, mas levar esta categoria para diversos países nos vários continentes. Fica a o luto, a dor, as lembranças de jogadas marcantes tanto em quara quanto no vôlei de praia, No entanto ficam a garra, o exemplo e a esperança para as novas e futuras atletas individuais e na seleção brasileira.

Regina Maria da Luz Vieira (RegiLuzVieira)





sábado, 29 de outubro de 2022

Livros

 

Descobrir e viajar no conteúdo dos livros é sempre fascinante seja uma obra de ficção ou não ficção. Os livros atraem desde sempre. Folheá-los, lê-los ou escrevê-los são aspectos que movem aqueles que buscam sabedoria, conhecimento, aventura ou apenas um momento de lazer. 

Neste mês em que se comemora o Dia Nacional do Livro a fascinação por esta obra de arte se fez presente de diversos modos: editoras e livrarias utilizaram bônus, descontos especiais etc. para incentivar públicos-alvo de diversas faixas etárias e categorias. Vivemos na era digital e o os e-books tornaram-se uma fonte de consumo para leitores adultos e jovens.

Fonte: Google

No entanto, o livro impresso não perdeu seu fascínio; prova disso, são as inúmeras livrarias que, mesmo diante da crise econômica se mantêm com as portas abertas. Também as bancas de jornais atestam o interesse pelo livro impresso, ao colocarem em exposição e à venda os mais variados títulos para deleite de livreiros, editores, escritores e, lógico, leitores que preferem folhear as páginas da obra que desejam consumir.

Outra prova são as estantes virtuais onde a compra de livro impresso via internet cresceu exponencialmente a partir da pandemia e, se mantém em alta. 

Através das páginas de um romance, conto, poesia ou crônicas o leitor se permite adentrar mundos desconhecidos, conhecer culturas e paisagens mundo afora. Há ainda os livros acadêmicos e paradidáticos, cujas páginas estão carregadas de descobertas e atualizações para profissionais de diversas áreas e estudantes dos mais variados cursos.

É, justo, portanto, lembrar deste ilustre fornecedor de conhecimento, sonhos e ideais neste mês no qual se comemora não só o Dia nacional do Livro, mas também da poesia e do escritor de todos os tempos: Carlos Drummond de Andrade!

Regina Maria da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

sábado, 15 de outubro de 2022

Antonieta de Barros: Pioneirismo e Vitória

 Ser mulher e negra ainda hoje é enfrentar preconceitos e discriminações. Imaginem a situação de uma filha de escrava liberta e órfã de pai nascida em 11 de julho de 1901. Esta mulher, Antonieta de Barros, foi uma das primeiras mulheres eleitas no Brasil, sendo a primeira negra do país a assumir mandato parlamentar popular na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em 1948, onde deixou claro sua bandeira política: o poder revolucionário e libertador da educação para todas e todos

Antonieta de Barros é pioneira e inspiradora do Movimento Negro.  Sua bandeira política tinha como pontos centrais: a luta pela emancipação feminina, a educação para todos e todas; a valorização da cultura negra. Já como jornalista fundou o jornal A Semana entre os anos de 1922 e 1927, sendo considerada a primeira mulher negra que trabalhou na imprensa de Santa Catarina.

Dentre as suas ações concretas em prol da Educação se destaca o Projeto de Lei 145, de 12 de outubro de 1948, estabelecendo a data de 15 de outubro como Dia dos Professores e feriado escolar, em Santa Catarina. Esta data só foi oficializada 20 anos mais tarde, pelo Presidente da República João Goulart, em outubro de 1963.

Como professora diplomada pela Escola Normal fundou o curso Antonieta de Barros a fim de combater o analfabetismo de adultos pobres; ela acreditava que só a Educação seria capaz de libertar os desfavorecidos da condição de servidão. Em sua carreira como jornalista escreveu sobre a Educação, as questões políticas e a situação feminina.

Fonte: Wikipédia

“Farrapos” (1937) foi o primeiro livro escrito por Antonieta de Barros sob o pseudônimo de Maria da Ilha, cuja temática é a crítica social , emas envolve valores humanísticos e cristãos. Enfim é uma mulher a frente de seu tempos em todos os aspectos, deixando clara a resistência e a luta da mulher para ocupar seu lugar na sociedade de outrora, mas também na sociedade atual.

Regina Maria da Luz Vieira (RegiLuzVieira) 


Fontes: Jornal El País- Reportagem de ALINE TORRES para o EL PAÍS.

https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-10-15/antonieta-de-barros-a-parlamentar-negra-pioneira-que-criou-o-dia-do-professor.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Antonieta_de_Barros