O sol, a
brisa, a nuvem branca, o céu azul, o silêncio, enfim, tudo fala de um Criador e
remete às criaturas. Assim, a nuvem carregada, a chuva, o mar manso ou
bravo, cujas ondas se arrebentam nos rochedos indicam vida sempre pulsante,
força natural que impulsiona tudo e todos. Mas o que é a Vida, senão um
momento breve, furtivo e simples!!!
Viver
é muito mais do que pensar, é sentir, é relacionar-se consigo mesmo, com o
outro, com o mundo que nos envolve com alegrias e dores tanto nossas quanto do
outro. Não para sucumbir à tristeza, mas para em comunhão superar as próprias
fraquezas e colaborar para que também o outro supere as dele.
Hoje,
diante de tantas tragédias e violência o mundo começa a dar-se conta de que
tudo e todos estão interligados. E se a percepção não acontece diante de fatos
positivos, esta ocorrerá em situações perigosas como a atual, em que uma
epidemia assola o mundo. O vírus Covid -19, que assola países ricos e pobres;
uma pandemia sem proporções e que transformou 2020 no ano em que horas, dias,
semanas e meses se tornaram iguais ou quase iguais. Apenas ações conjuntas aqui
e acolá mostram que a esperança e a solidariedade superar a dor, não importa a
proporção desta.
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Enfim,
como aparece na publicidade dos Médicos Sem Fronteiras - "podemos ser
egoístas e de certo modo insensíveis, mas só o homem pode ajudar outro
homem" e esta pandemia do Século XXI demonstra a interligação ou
interconexão entre tudo e todos de modo límpido e simples.
O
ser humano tem condições de se renovar como a Fênix, ave que renasce das
próprias cinzas, e construir uma realidade diferente da atual. Há recursos e
meios modernos; a medicina e a tecnologia avançam a passos largos, mas ainda
falta força de vontade humana, por meio de políticas econômicas e sociais
suprapartidárias que, efetivamente, contribuam para as necessárias ações de
resgate da humanidade no seu conjunto. E, deste modo, levar a humanidade a
escolher a Vida, ou seja, realizar atitudes de vida e não de morte. Isto é,
no mínimo, dizer sim à Criação e restituir a esperança de superar situações
que geram dor, sofrimento e discriminação no cotidiano pessoal e coletivo, em
seus diversos aspectos. 
Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)
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