domingo, 24 de maio de 2020

Dia Mundial das Comunicações Sociais

Hoje é um dia especial para os comunicadores, ainda que no momento a narração de histórias dolorosas em função do tema que domina as mídias atualmente: a pandemia mundial que parou todos os países. Após mais de dois meses de notícias sobre o agravamento e a extensão da pandemia, alguns Meios de Comunicação Social começam a apresentar também o número de recuperados da COVID-19 e, em alguns casos, não só a saída do hospital, mas também a história das famílias afetadas.  

foto: RegiluzVieira
Começa a ganhar espaço as ações de solidariedade em nível nacional e mundial aos mais vulneráveis. No entanto, o medo e a angústia gerada pela possibilidade de infecção ainda é grande. Eis porque se faz importante a produção e divulgação de notícias edificantes, de solidariedade, de fraternidade tais como ações que remetem à mudança de hábitos e de mentalidade para o pós-pandemia. Sim, porque como toda doença, esta também alcança seu auge e declina, mesmo que com uma lentidão acima do que se deseja  e cuja infecção é rápida, elevando os números negativamente.
Enfim, é também através do Meios de Comunicação Social que a maior parte da população em todos os países têm conhecimento de notícias e informações sobre a busca de uma vacina contra o vírus da Covid-19, implementação de medidas e tratamentos que contribuem ou poderão contribuir para a cura. Além de implementações de medidas sanitárias não populares, mas que reduzem a aceleração do contágio, por exemplo, o distanciamento social.
Os MCS, por meio de profissionais das várias áreas e setores, buscam cumprir seu papel de informar, de noticiar aquilo que de algum modo afeta a vida da sociedade nas mais diversas áreas, cobrindo da política à economia, passando pela saúde, bem-estar social, medicina, física etc. Há muito em jogo e a questão é: pós-pandemia virão mudanças construtivas e edificantes? Muitos acreditam que sim. É possível, mas só tempo confirmará a tendência futura...Uma coisa é certa: os MCS refletem a sociedade em que estão, algumas vezes  de maneira invertida.

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Pandemias e Endemias

De fato, até o Covid-19 chegar ao país nunca soube de qualquer planejamento para a área de Saúde, visando atuar num caso de pandemia. Embora tenhamos endemias crônicas no país  como  Malária, Dengue, Zika, Chicungunha e Tuberculose, entre outras. 
Mas, de fato o Ministério de Saúde e o ex-ministro mostraram a que vieram, quando o surto começou a se expandir. No entanto, até a a pandemia, o que tornou-se uma constante no país foi a redução de gastos com a Saúde, permitindo inclusive que doenças erradicadas voltassem ao território nacional como o sarampo e outras endemias.
Com a chegada da pandemia do Covid-19 as deficiências, que sempre foram denunciadas nos meios de Comunicação, visíveis em diferentes Estados do país, vieram à tona. Temos um sistema de saúde que não é preventivo, mas potencialmente curativo. 
Além disso, o SUS sempre e eternamente criticado por sua eficácia, na verdade é quem vem sustentando o atendimento ao Covid junto às classes menos favorecidas. Ainda assim há 40 sem tetos vítimas da doença, sendo que 22 são vítimas fatais.
A pandemia no Brasil deixou claro que temos uma medicina e um sistema de saúde voltado quase que exclusivamente para a cura e pouco preventivo, além de um sistema de vigilância sanitária pouco eficiente. 
Um exemplo é que na maior cidade do país, São Paulo, há problemas de esgoto a céu aberto em vários bairros e já foi comprovada a contaminação do esgoto pelo Covid-19.
Mesmo com a divulgação nas diversas mídias nenhuma medida preventiva foi anunciada ou sequer adotada para salvaguardar a população que vive em condições precárias em bairros distantes e periféricos. 
Esta é também a situação no Estado do Rio de Janeiro, onde há um grande contingente da população vivendo em condições de risco no que se refere à contaminação pelo Covid-19, em decorrência do contato como o esgoto a céu aberto. Enquanto isso cresce o número de contaminados e de mortos nas duas cidades. Criar uma rede eficiente de esgoto é também parte da profilaxia para reduzir a contaminação.


Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Realidade presente

A Pandemia do Covid 19 colocou o mundo de cabeça para baixo. O nosso país está em suspensão, assim como muitos outros. E diante do quadro estarrecedor de mortes e mais mortes no mundo, bem como no Brasil, a primeira impressão é de que o futuro talvez nunca venha; porém, algumas coisas "boas" estão acontecendo como, por exemplo, a solidariedade junto àqueles que nunca eram vistos: os moradores de rua, os povo indígenas, os povos quilombolas e os trabalhadores informais. Há uma preocupação real com estas categorias populacionais e obrigou as autoridades seja na área da Saúde, seja na área Econômica ou Social a voltarem-se para buscar meios de auxiliá-los e evitar que esta doença se alastre e extermine aqueles que também são brasileiros.
Aqui e acolá surgem iniciativas seja para alimentação ou cuidados de higienização, seja em âmbito individual ou de instituições privadas, quanto em nível governamental. Enfim, iniciativas que demonstram a solidariedade peculiar ao ser humano e que geraram a disponibilidade de se solidarizar mais no tocante ao que é pertinente a ações por parte de entidades governamentais. Neste sentido existe prefeituras ampliando atendimento  para moradores de rua ou em situação de rua oferecendo não apenas leito mas alimentação e higienização. Iniciativas de todos os gêneros em função do caos gerado pela "reclusão" forçada se de fato quisermos ser contributo pessoal diante desta crise avassaladora.
Foto: RegiluzVieira
Outro aspecto é que a pandemia obrigou todos a pisarem no freio e, ao mesmo tempo, a buscar o transcendente, a fim de encontrar sentido para o que todos estão vivendo. Encontrar algum ponto no qual se segurar, pois esta pandemia desnudou a fragilidade de todos os povos ricos e pobres. Ou seja, certezas que já não existem, pois o vírus gera colapso em todas as áreas em algum momento e gera a questão não respondida: onde está a luz no fim do túnel? E essa questão é mundial, mas que trouxe à tona aspectos empoeirados e escondidos no mais recôndito do interior de cada ser humano, mas que não impede esperar que o dia brilhe a cada 24h, trazendo mudanças positivas. Todos e cada um está aprendendo a viver o chamado "momento presente", ou seja um dia por vez! E talvez o mais interessante: há um movimento instintivo de que no mundo as fronteiras e barreiras caem quando a vida de todos está em jogo

Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)