A exposição fotográfica "Um lar chamado São Paulo", na região da Avenida Paulista dá visibilidade local a situação de inúmeros refugiados que chegam ao Brasil fugindo de situações de conflito, miséria e opressão em seus próprios países, principalmente no continente africano e no Oriente Médio. Até abril deste ano, de acordo com as fontes internacionais oficiais,8.860 refugiados de 79 pátrias foram reconhecidos no no Brasil.
De acordo com fontes como a ACNUR, ADUS e CONARE entre 2010 e 2015, o Brasil recebeu 48,7% de solicitações de refúgio de jovens entre 19 e 29 anos da República Democrática do Congo (968), Palestina (376). E no momento, no mundo todo existem pelo menos 21,3 milhões de refugiados em função da guerra na Síria, sendo a maior parte constituída por mulheres entre 30 e 50 anos. Em nosso país estão 2mil290 refugiados da Síria; 1mil420 angolanos e angolanas e 1mil110 sem colombianos.
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| Sessões de saúde mental de Médicos sem Fronteiras (SMF) tentam ajudar nos acampamentos de refugiados. Fonte - https://www.msf.org.br/noticias/mesmo-na-turquia-sirios-ainda-sao-assombrados-pela-guerra?gclid=CMDB3o-Hi9MCFYwGkQodrFsNow |
Mais do que os dados, a exposição fotográfica impressiona pela tristeza no olhar e o sorriso no rosto em muitos dos fotografados. Isto deixa entrever que acreditam na esperança de uma vida melhor, apesar do sofrimento que sentem pela distância, pela separação ou pela perda de entes queridos e a necessidade de abandonar a própria pátria e deixar uma vida para trás. São imagens em preto e branco capazes de captar a profunda dor e o sentimento de seres humanos que esperam reencontrar num noutro país sua liberdade e civilidade.
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| Londres:refugiados sírios espalham mensagens de paz, união e esperança. Compartilhem #Human2human |
Diante destes fatos torna-se sempre mais visível a necessidade imperiosa de nos tornarmos sempre mais solidários e de modo concreto com a dor do irmão que sofre, vivenciando práticas de caridade as quais somos chamados constantemente.
Se esta caridade for praticada sempre, então, a esperança será real e sólida para todos que aqui aportam.


Mjed Mojleh, refugiado sírio no Brasil, com sua carteira de identidade para estrangeiro.
Foto: Thomaz Napoleão.
Regina Maria da Luz Vieira (RegiluzVieira)




