segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Idas e Vindas

Viajar, passear, trabalhar, ir e vir são coisas que compõem a vida e mudam a rotina. Porém, implicam confiança e disponibilidade para acolher o novo, o diferente e, ainda mais: ser capaz de apreciar o belo nas pequenas e grandes obras produzidas por mãos humanas, ou um dia de sol, com céu azul, sem nuvens, num dia de inverno com temperatura muito baixa.

Conhecer outras culturas, outros hábitos cotidianos ajudam o ser humano a perceber o quanto sempre se pode crescer, construir, renovar, viver e não apenas sobreviver. Em alguns destes momentos trabalho, estudo, lazer se mesclam como algo único, mas muito significativo. Gerador de experiências pessoais e internas que, muitas vezes, não são expressas em palavras ou expressões, pois precisam de um tempo para serem assimiladas e, consequentemente, assumidas como próprias e reais.

Enfim, viver tudo que está sendo disponibilizado no momento da oferta, absorvendo o máximo que puder de cada experiência, pois cada momento é único. Não se repete, ainda que se volte ao mesmo local  em uma nova oportunidade.

Assim, uma excursão pode gerar um bem relacional maior do que apenas o contato entre pessoas conhecidas e desconhecidas: pode gerar relacionamentos capazes de se transformar em amizades sólidas e não apenas em um bem de mercado padrão: a excursão turística em si. Mas, capaz de produzir um benefício que supera o compromisso financeiro, gerando um saldo positivo não quantificado, e sim, qualificado...Vidas que se entrelaçam com outras vidas em busca de momentos plenos de alegria, realização, conhecimento e inter-relacionamentos, criando pontes capazes de construir novas amizades.

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluzvieira)

domingo, 27 de dezembro de 2015

Como a Fênix

Mais um ano está terminando. Foram 12 meses de alegrias, tristezas, luzes e sombras, notícias positivas ou não, tragédias no Brasil e em muitos outros países. Cresceram as vozes que exigem mudanças internas e externas. Aumenta a necessidade de interiorizarmos a consciência de que somos parte de um grande Universo, o qual está em constante evolução.

Cabe ao ser humano acompanhar esta mudança e amadurecer internamente, a fim de que possa externar este crescimento de modo positivo e acolher aqueles que precisam de ajuda neste sentido.

Enfim, 2015 está em seus estertores, mas continuam as guerras, os ódios e as lutas fratricidas. As catástrofes naturais (incêndios, enchentes, tufões) deixam seu rastro de destruição e perplexidade junto aos atingidos. Mais uma vez, porém, o ser humano é capaz de demostrar sua capacidade de estender a mão como vem ocorrendo em diversos pontos do planeta. 

Além disto, quando esta dor é quase insuportável e causada não tanto pela ação da natureza, mas pela mão do homem, como aconteceu nos diversos ataques terroristas, as pessoas unem-se para suportar a dor e expressarem seu pesar e incredulidade. Afinal, tal barbárie não parece ação de um ser humano.

Mesmo quando todo o cenário apresentado é desfavorável e de pouquíssima esperança há sempre uma força motriz capaz de fazer com que desanimados se animem e intolerantes sejam mais tolerantes, aceitando o diferente; fazendo com que aqueles que choram de tristeza, alegria ou dor possam sorrir,  pelo menos por um minuto, ao raiar de um Novo Ano. Como a fênix que renasce e abre suas asas para alçar um voo mais alto em direção ao infinito.

Um clima de ansiedade e de esperança começa a encher o ar, aguardando a chegada de 2016. No entanto, a mudança de número em nada alterará o cenário se cada pessoa internamente não fizer sua própria mudança e não for capaz de como uma fênix renascer das cinzas, confiando na possibilidade de fazer tudo diferente e realmente de um novo modo.

Desejo e espero que todos sejamos como uma pequena fênix e acreditemos na possibilidade de renascer das cinzas de 2015 para um alvorecer de esperança e concretização em 2016.

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluzvieira)

domingo, 6 de dezembro de 2015

O que importa de fato

É O “COMO” QUE IMPORTA

Há dias em que as coisas — humanamente falando — vão bem, e há dias em que vão menos bem. Repete-se, então, a doce experiência de que, na vida presente que nos é dada, não importa se tudo corre bem ou não; importa como se vive esta vida, porque naquele “como” está a caridade, que por si só dá valor a tudo.
Com efeito, ama a Deus quem observa a sua Palavra.
Nós, durante o dia, devemos lembrar-nos de que não levaremos ao Paraíso nem as alegrias, nem as dores. Também dar o próprio corpo às chamas, sem a caridade, de nada vale .
Nem valem as obras de apostolado. Também o conhecer a linguagem dos anjos, sem a caridade, de nada vale. Nem as obras de misericórdia. Distribuir tudo aos pobres, sem a caridade, não tem valor.
Ao Paraíso levaremos o como tivermos vivido tudo isto: isto é, se tivermos vivido segundo a palavra de Deus, pela qual podemos exprimir a nossa caridade.
Por isso, levantemo-nos cada dia felizes: quer haja tempestade, quer brilhe o sol; e recordemo-nos de que, do nosso dia, valerá o quanto tivermos “assimilados” da palavra de Deus. Deste modo, Cristo naquele dia viverá em nós e Ele dará valor às obras que tivermos feito, através do nosso empenho direto ou com o subsídio da oração e do sofrimento. Essas obras, no final nos seguirão .
Em suma, poderemos apreciar como a palavra de Deus, a Verdade, nos torna livres..., livres das circunstâncias, livres deste corpo de morte, livres das provas do espírito, livres do mundo, que — insidiando-nos — quer roubar a beleza e a plenitude do reino de Deus em nós.

Chiara Lubich