domingo, 6 de abril de 2014

Pensando na Moda

 Como estar na moda respeitando os próprios valores, a própria identidade sem cair no gosto e no hábito massivo que se impõem no mundo atual? É possível mostrar e fazer moda como uma expressão da personalidade de quem produz e de quem a consome? A moda é feita de imagem, seja ela positiva ou negativa, especialmente no que se refere ao vestuário, é algo que varia, podendo ser previsível ou não, conforme a cultura de época em que está inserida, pois é um reflexo dessa cultura, do momento social em que se encontra. Por isso, numa mesma cidade encontramos pessoas vestindo as mais variadas peças e acessórios, seguindo um estilo próprio ou coletivo.

Você já observou que mesmo desejando estar na moda, as pessoas se vestem de forma que possam ser individualizadas dentro da sociedade? Se observarmos o vaivém nas ruas de qualquer cidade, veremos que, de modo geral, as pessoas querem ter uma identidade própria com relação à indumentária, mas também pretendem estar na moda podendo utilizá-la como forma de comunicação com o outro e expressão da própria identidade. No entanto, a moda não existe vazia, dissociada da cultura, das várias subjetividades presentes nos mais diversos grupos, no conjunto das relações sociais.

Desse modo, subir os descer do salto, vestir jeans, usar as cores rosa, branco, verde, azul, amarelo ou ainda combinar todas elas, depende da tendência ou das tendências presentes, sobretudo nas ruas, inclusive antes dessas tendências chegarem às passarelas. Trata-se de uma questão de estilo. Esse é o meio encontrado pelos diversos grupos culturais hoje para terem uma identidade própria, principalmente, no que se refere à indumentária. Tal atitude deixa claro que, embora pertença a um determinado grupo, o ser humano é único e expressa sua individualidade nas diversas escolhas feitas.

Isso ocorre, por exemplo, quando o indivíduo se permite combinar vestimentas de uma maneira que ninguém jamais ousaria. Tudo está diretamente relacionado à tendência que se segue ou que se deseja seguir; o que determina ou define essa tendência é o que já existe numa cultura. Isso torna necessário uma compreensão antropológica e cultural do ser humano, e também da maneira de utilizar a moda como forma de comunicar-se sem se deixar escravizar por nichos de mercado, porém, respeitando, ao mesmo tempo, a identidade e integridade do indivíduo.

A maneira como as pessoas se vestem hoje ou decoram suas casas, reflete uma identidade e está relacionada com os diversos estilos de vida e uma valorização, cada vez maior, desse estilo como expressão da individualidade. As pessoas ao se identificarem com certo estilo tendem a torná-lo parte de sua vida no conjunto, conforme explica a antropóloga e professora do mestrado em Moda, Cultura e Arte no SENAC-SP e no Departamento de Antropologia da PUC-SP, Elizabeth Murilho da Silva. Assim, a moda é oferta de mercado, porém, o estilo é uma questão de escolha, uma expressão contextual da personalidade humana e exprime de maneira paralela, tanto a necessidade de uma época, quanto a compreensão cultural dessa época.
Eis porque é possível não ser escravo da moda, ainda que adquirindo roupas prontas, por serem mais práticas, em função de sua comercialização nas mais diferentes lojas e magazines. A moda, portanto, expressa tendências, mas não impede que o indivíduo utilize algum adorno que o torne distinto do outro.

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluz)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Novamente Drummond


O texto abaixo demonstra quão forte e poderosa pode ser a mente e os desejos que ela encerra. Diante disso imagino que se todo ser humano desejasse o bem de todos, mais ainda, lutasse pelo bem coletivo,  tal coisa pode tornar-se concreta e se espalhar nos mais diversos recônditos transformando a Terra num mundo melhor para todos. Mas deixemos de divagação e vejamos o que diz Carlos Drummond de Andrade sobre a vida, a felicidade e o melhor...
Regina Maria da Luz Vieira
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade".

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"Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."
Carlos Drummond de Andrade

Iniciativas geradoras de mudanças


Desastres, calamidades climáticas, ondas de protestos, revoltas, crimes, enfim os mais variados tipos de violência, dor e sofrimento continuam a pipocar nos noticiários e enchem o ar, a mente , os pulmões e o coração de amargura e desesperança. Nas grandes metrópoles e mesmo nas cidades menores toda hora ouvem-se sirenes seja de ambulância, bombeiros ou polícia e quase nunca um som de paz.
Nos países devastados pelas guerras políticas os sons mais alto são sempre de bombas explodindo e pessoas gritando em meio ao sangue e a fumaça. Diante de um quadro tão caótico surgem as perguntas: Onde estão os fatos positivos? A lâmpada que brilha no escuro?
Penso que devemos encontrar não só respostas, mas meios que contribuam para reverter ou ao menos reduzir esta situação. E creio que muito vem sendo feito, ainda que como iniciativas individuais e privadas, de modo voluntário nas diversas áreas da sociedade. Dentre os exemplos estão os Médicos Sem Fronteiras, Projeto Fome Zero e ainda o Projeto Reciclar.
Este último premiado, através do seu idealizador, o empresário Alfredo José Assumpção, que é o primeiro brasileiro a receber o prêmio Eleanor H. Raynolds, dividindo-o com os colegas do Reciclar e líderes de ONGs, que trabalham para construir um Brasil mais justo e solidário. Fundado em 1995, proporciona aos jovens oportunidades de educação e aprendizagem profissional. Um dos pioneiros na produção de papel reciclado, contrata jovens que experimentarão seu primeiro emprego.
 
Regina Maria da Luz Vieira