quinta-feira, 4 de abril de 2013

Viver a vida

Parece uma redundância, mas o fato é que, muitas vezes, passamos pela vida sem vivê-la de fato. Dei-me conta disso ao perceber o impacto que sempre sofro quando encontro ou, simplesmente, vejo alguém com limites físicos. Nesse momento, percebo o muito que tenho a agradecer e nada a reclamar ou murumurar.
Essas pessoas não sabem, mas só a presença delas me ensina muito, sobretudo, ensina-me a entender sempre mais o quanto a vida é um dom gratuito e, portanto, mesmo se me sinto em débito com o mundo, devo agradecer essa preciosa gratuidade divina que me foi dada.
Já algum tempo, percebi que o limite do outro faz-me ver o mundo, a vida como uma generosidade particular e que, justamente por isso, não é necessário se deixar abater pelas dificuldades e contrariedades que se apresentam ao longo de um dia no ambiente de trabalho, estudo ou mesmo numa convivência mais social. Por que se deixar abater com coisas mínimas (ainda que sérias e importantes) quando recebi tanto da vida nos mais variados aspectos? E como resposta a essa pergunta observo as pessoas que, mesmo com limites físicos, muitas vezes estão sorridentes e se esforçam para obter da vida o melhor que ela pode oferecer. E, diante disso, comecei a esforçar-me por viver a vida de forma mais tranquila, olhando a própria natureza que está sempre ao alcance do centro de visão e percepção, seja num dia ensolarado ou chuvoso,  com a mesma magnitude de sua criação. Desse modo, tornei-me mais grata por poder respirar, andar, falar, escrever, ver, ler, pensar, comer, conversar e estar atenta para ajudar no momento presente do meu dia àquele que passa ao meu lado ou junto a mim. Ou simplesmente: viver a vida dentro do ônibus, no carro, o metrô, na sala de aula ou em frente ao computador, mas viver de fato
...

Regina Maria da Luz Vieira (Regiluz)

quinta-feira, 7 de março de 2013

O mais importante

Muitas vezes queremos fazer coisas, ter atividades, mergulhamos em pensamentos atrás de pensamentos, sugestões, enfim uma roda viva e esquecemos o primordial em todo e qualquer momento, seja no que for. Por isso, penso que podemos ficar com uma reflexão muito propícia para os dias atuais: É o "Como" que importa me lembrou um amigo.Penso que vale a pena ler o texto dele.
Regina Maria da Luz Vieira (Regiluzviveira) 

         "Há dias em que as coisas — humanamente falando — vão bem, e há dias em que vão menos bem. Repete-se, então, a doce experiência de que, na vida presente que nos é dada, não importa se tudo corre bem ou não; importa como se vive esta vida, porque naquele “como” está a caridade, que por si só dá valor a tudo.
Com efeito, ama a Deus quem observa a sua Palavra .
Nós, durante o dia, devemos lembrar-nos de que não levaremos ao Paraíso nem as alegrias, nem as dores. Também dar o próprio corpo às chamas, sem a caridade, de nada vale .
Nem valem as obras de apostolado. Também o conhecer a linguagem dos anjos, sem a caridade, de nada vale. Nem as obras de misericórdia. Distribuir tudo aos pobres, sem a caridade, não tem valor.
Ao Paraíso levaremos o como tivermos vivido tudo isto: isto é, se tivermos vivido segundo a palavra de Deus, pela qual podemos exprimir a nossa caridade.
Por isso, levantemo-nos cada dia felizes: quer haja tempestade, quer brilhe o sol; e recordemo-nos de que, do nosso dia, valerá o quanto tivermos “assimilados” da palavra de Deus. Deste modo, Cristo naquele dia viverá em nós e Ele dará valor às obras que tivermos feito, através do nosso empenho direto ou com o subsídio da oração e do sofrimento. Essas obras, no final nos seguirão .
Em suma, poderemos apreciar como a palavra de Deus, a Verdade, nos torna livres..., livres das circunstâncias, livres deste corpo de morte, livres das provas do espírito, livres do mundo, que — insidiando-nos — quer roubar a beleza e a plenitude do reino de Deus em nós.
 
(Luiz Collela) 


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Refletindo com Drummond

Carlos Drummond de Andrade é autor de mais de 60 obras, entre contos, poesias, crônicas, histórias infantis e artigos e se estivesse em 2013 faria 111 anos. Sua obras atuais e frases fortes e desconcertantes nos levam a analisar nossos pensamentos e ações. Portanto,

Nada melhor do que refletir com Carlos Drummond de Andrade em frases tão vivas como estas:

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
.....
"Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar em nossa vida. Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."

Carlos Drummond de Andrade