segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dignidade e Solidariedade

Ao ler a coluna do Gilberto Dimenstein no domingo no jornal folha de São Paulo fiquei estarrecida e concordo plenamente com ele, pois creio que os comentários jocosos sobre a doença do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva demonstram não apenas falta de respeito, mas sobretudo, a inexistência de solidariedade para com o sofrimento de um ser humano que tentou acertar em muitos aspectos, ainda que tenha decepcionado por não combater a corrupção.
 O câncer em si já é uma doença difícil de ser aceita por todo o estigma que carrega, incluindo a perspectiva de sobrevida para o enfermo e a própria dor dos familiares, bem como daqueles que convivem mais proximamente com o doente. Diante disso penso que o mínimo a ser feito é solidarizar-se com quem vivencia esse momento tão difícil.
Tolerância e humildade deveriam constar como conceitos na vida de cada um de nós. A primeira para que saibamos aceitar as limitações do outro e isso não significa concordar com atitudes errôneas e inadequadas, mas sim termos consciência de que todos nós como criaturas somos limitados. Isto implica também na humildade em acolher cada pessoa como ela é, e se possível, contribuir para o seu crescimento como ser humano; implica em ver o outro como alguém potencialmente capaz e digno der ser considerado conforme a regra de ouro que diz: “não façais ao outro o que não quereis que seja feito a você”. 
Na medida em que assimilamos essa regra ou esse ensinamento, teremos condições de  superar as frustrações e decepções provocadas pelos nossos semelhantes e, ao mesmo tempo, nos colocarmos no lugar de quem sofre, e elevar o pensamento para desejar que o outro tenha condições interna e externa de enfrentar um momento de dor tão profunda como é a descoberta de estar com uma doença quase incurável como o câncer.
Regiluzvieira

sábado, 10 de setembro de 2011

Dor, esperança e memória

Dor e esperanças são sentimentos presentes na memória de todos que vivenciaram pessoalmente ou pela TV o 11 de setembro de 2001. Muito se fala, se escreve e se revive as imagens daquele dia em que o mundo parou para ver o ataque às torres gêmeas norte-americanas. De fato, como diz o slogan ouvido diversas vezes numa emissora de TV em nosso país: "o mundo nunca mais será o mesmo".
Mas é importante relembrar também o depoimento de um dos sobreviventes destacando que, mesmo em meio ao caos, as pessoas que desciam as escadas das torres gêmeas procuravam ajudar-se e isso foi impressionante numa cidade em que o corre-corre torna todos anônimos e individualistas.
Portanto, de fato o mundo nunca mais será o mesmo pq, além do vazio deixado pela destruição das torres que constituíam o marco zero há ainda a lembrança da solidariedade que emerge nas horas de tragédias.    .
Um outro ponto: 10 anos depois a inaguração do memorial às vítimas desse ataque cria uma outra paisagem, transformando um local inicialmente comercial, turístico e depois desolador num lugar sagrado, de reverência aos mortos e de respeito à natureza com árvores e cascatas circundando as placas de bronze que ali foram colocadas com os nomes dos três mil mortos.

Regina da Luz Vieira (Regiluz)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sobre a Vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da
Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

Vírgula pode ser uma pausa... ou não:

Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro:
23,4.
2,34.

Pode criar heróis:
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo:
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.