terça-feira, 30 de junho de 2026

O invisível, visível

Todos os dias, fizesse frio ou calor, chuva ou sol lá estava ele sentado em seu banco de pedra, rodeado de sacolas, duas malas de rodinha e uma mochila. De repente ele desapareceu por duas semanas. O que teria acontecido?

M.L simplesmente sumiu, deixou de fazer parte da paisagem local que de repente ficou vazia. Mas assim como desapareceu, ele retornou por mais alguns dias. O cabelo cortado e barba feita, estava com duas malas: uma azul e outra cinza, além de uma mochila preta. As demais sacolas, sacos e “tranqueiras” haviam desaparecido.

Estava sentado sob um papelão; não havia mais o banco. Mãos no queixo, olhar distante; parecia alheio, mas observava o movimento de carros e pessoas.

Foto da autora
Ao contrário do período anterior não falava em vós baixa; aliás, sequer falava.  Dava a impressão de estar ainda mais calmo; conversamos alguns segundos e ele disse: “vou embora” e emudeceu. Despedi-me e continuei subindo a rua. No dia seguinte o ponto de M.L. estava vazio de novo. Parecia um lugar sem vida, ainda que carros e transeuntes fossem constante, faltava algo, ou melhor, alguém wque, de maneira alguma era invisível.

    

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

domingo, 31 de maio de 2026

O Amor e suas nuances


Paraíso na Terra: Foto da autora
Amor: quatro letras, muitos significados e categorias ou tipos.  De acordo com a gramática é um substantivo abstrato; representa um sentimento, estado ou conceito que depende de um ser para existir. Na perspectiva clássica C.S Lews existem pelo menos quatro categorias para a Palavra Amor: Eros, Philia, Storge e Ágape.

O primeiro: Eros é amor romântico, apaixonado, relacionado ao desejo físico e prazer, a atração sexual. O amor Philia, que significa amizade, é o amor fraternal, baseado na intimidade, conexão da alma e respeito mútuo. Já o Storge, cujo significado é afeição, está relacionado com o amor familiar, incondicional e protetor, comum entre pais e filhos. Enquanto o Ágape é o amor incondicional, considerado o mais perfeito, relacionado Deus, a caridade.

Já a perspectiva moderna considera diversos tipos ou categorias de amor a começar pelo amor romântico que envolve sentimento, emoções, atração física; o amor amizade profunda gerado a partir de pontos comuns e conhecimento profundo entre as pessoas; o amor considerado vazio, sedutor, porém, sem compromisso. Há ainda o amor companheiro; o amor próprio; também o amor pleno, completo, equilibrado. Nesta última categoria ou tipo encontra-se o amor que sabe dizer sim, dizer não, aceitar defeitos e qualidades impor limites e não ser invasivo.

É possível classificar o amor materno como amor doação porque, em geral, as mães sempre estão disposta a a sacrificarem-se por sua prole seja esta consanguínea ou nascida do desejo de doar-se de modo caritativo para aqueles que enfrentam situações de vulnerabilidade. Pode ser incluso no amor ágape do qual fala a bíblia.

Neste caso este tipo de amor se relaciona ao Amor de Deus por suas criaturas: incondicional, disposto a perdoar de modo incontável; misericordioso, sempre pronto a buscar o bem do outro, dar paz aos corações feridos e sem força para seguirem em frente. O amor ágape é sempre altruísta, não espera nada em troca, por isso, está sempre associado ao divino ou aoi espiritual. Textos bíblicos falam ainda do amor presente nas famílias e entre reis e súditos.


Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Gesto inusitado: Caridade, fraternidade e esperança

 

Um pedido de um cliente ao Ifood inundou as redes sociais esta semana porque não pelo pedido em si, mas porque o cliente solicitou que a entrega fosse feita ao morador em situação de rua na capital carioca. Um pedido simples: uma sopa quentinha com pãozinho...O gesto causou comoção desde quem recebeu o pedido no estabelecimento comercial até o motoboy que fez a entrega.

O jovem entregador emocionou-se ao acordar o morador e o fez de modo carinhoso, chamando-o de irmãozinho e enquanto fazia a entrega explicou que era a primeia vez que fazia uma entrega como aquela e que lhe a acreditar que ainda existem pessoas boas e preocupadas com aqueles que pouco ou nada tem.

foto: Google
A ação do cliente, que preferiu se manter no anonimato, desencadeou ações positivas também entre outros funcionários da mesma empresa, gerando empatia e comoção nas redes sociais. Deixando claro que caridade, fraternidade e esperança andam de mão dadas e não estão fora de moda. Esta é uma das muitas notícias publicadas no portal Só Notícia Boa https://www.sonoticiaboa.com.br/.




Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Novo Ano

O clima de Esperança está no ar, mais um ano começa trazendo sonhos, desejos de mudanças seja de trabalho, de moradia, de cidade, de estado ou de país. Enfim, esperança de transformações que tragam novos ares tanto para a vida pessoal como coletiva. Mas o homem deitado na via pública, em posição de quem já morreu, indica que algumas situações tendem a se repetir. Ou seja, Novo Ano não implica de fato em mudanças e estas podem não acontecer.

A presença deste “corpo” na calçada com os raros transeuntes passando na mesma calçada sem sequer olhar. Caminham pelo meio da rua neste 1⁰ de janeiro em que o trânsito de veículos é quase inexistente nas redondezas. Ninguém parece se importar. Uma observadora na janela do prédio do outro lado da via chama a emergência que, após diversas perguntas, é informada de que enviarão ajuda, que chega 25min depois em duas motos ambulâncias. Eles encontraram o homem recostado na porta de aço do restaurante fechado.

Os socorristas sequer descem de seus veículos. Perguntam algo; um minuto depois fazem meia volta e vão embora, enquanto o homem permanece sentado na calçada. Depois de um curto período de tempo ele se levanta com alguma dificuldade, caminha até a esquina da rua onde estava e desaparece do ângulo de visão da observadora.

Foto: Google

Ele não parecia morador de rua; estava com roupas limpas, meias brancas, assim como a camisa de malha; seus tênis pretos estavam limpos bem como o boné da mesma cor. Tal fato leva a pensar: começa um Novo Ano e a indiferença favorece situações que poderiam ser evitadas. Indica situações que poderiam ser evitadas caso houvesse mais solidariedade, proatividade capazes de gerar ações capazes inclusive de salvar uma vida.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

sábado, 13 de dezembro de 2025

Novamente Natal

Dentro de 12 dias celebraremos o Natal 2025. Nas ruas há um vaivém de pessoas com sacolas de diversos formatos e cores num entra e sai de estabelecimentos comerciais, cujas fachadas estão enfeitadas com pequenas luzes coloridas e flores vermelhas artificiais. Mas há também aqueles que entram e saem das lojas de mãos vazias após olharem preços de pequenas, médias e grandes mercadorias. Alguns balançam a cabeça de modo negativo enquanto outros ficam introspectivos, analisando as possíveis soluções para atingirem seus objetivos.

É tempo de esperança, de festa, mas sobretudo é tempo de acolher quem perdeu a esperança e a confiança num mundo mais justo, fraterno, igualitário, equitativo onde mesmo divergindo amigos e inimigos possam se dar as mãos em prol dos menos afortunados. Natal é tempo de espera proativa, alojando Jesus naqueles que são migrantes dentro e fora do Brasil. Alojar implica proximidade, empatia, enfim acolher o diferente nos mais diversos aspectos.

Temos a impressão de que esta seja uma época apenas para  troca de presentes, confraternização entre amigos e colegas de trabalho, mas o motivo central fica em standby. Ainda que exista um sentido religioso profundo para os cristãos em todo o mundo, o anfitrião, muitas vezes, é deixado em segundo plano. Então, tudo se torna um vaivém sem muito sentido, gerando desgastes e irritações, contradizendo a proposta de paz, amor, alegria, aconchego, família alargada. O coração de muitos se entristecem porque sequer têm condições para comprar um pão...

Mas isso pode ser mudado; em muitos lugares a mudança se faz a olhos vistos porque há crianças, jovens, adultos, idosos, mulheres e homens que se organizam em grupos ou instituições civis para realizarem o Natal do Menino-Deus. Levam alimento, roupa, moradia e trabalho onde a precariedade, a penúria se fazem presentes, fazendo renascer a esperança, a confiança, o sorriso na face de quem perdera a perspectiva de uma vida realmente digna para si, para os filhos e parentes. Estas pessoas veem a luz da estrela-guia surgir entre as sombras neste século XXI.

Foto: RegiLuzVieira

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

 


terça-feira, 4 de novembro de 2025

Atmosfera mágica

Foto Google


Mar, sol, calor, leve brisa e o céu azul sem nuvens inundam a visão, a mente e o coração deixando na alma a sensação de liberdade, de uma presença divina constante e capaz de integrar a vida humana como parte visível do Infinito que circunda tudo e todos. A paz dentro e fora torna-se palpável e não apenas sutil ou pensamento etério; talvez porque o barulho de motores, de vozes humanas, som de animais, inclusive pássaros cessaram por alguns instantes colaborando na construção de uma atmosfera mágica.

Os ruídos desaparecem como por encanto, cedendo lugar aos pensamentos reflexivos, introspectivos, colocando-nos em contato com o mundo interior, cujos sentimentos não vêm como cascatas, mas permitem a completa imersão de modo espontâneo. Um mergulho ao mais escondido recanto interno, onde se descortinam pensamentos de gratidão, alegria, amor ágape e desejos de absorver a Vida em doses homeopáticas, saboreando o fluir desta mesma Vida que se extravasa de modo exuberante nas cores do ambiente ao seu redor.

 Diante do verde das montanhas, bem como de árvores cujos troncos se erguem imponentes, as folhas no ponto mais alto das palmeiras balançam ao vento; esta imponência demonstra que as intempéries não impedem o seu frutificar. Plantadas ao redor de planícies cobertas por paralelepípedos em forma de losangos – cujas frestas permitem a absorção da água e dos nutrientes necessários ao seu desenvolvimento – estas árvores são sinais de interligação entre o mundo vegetal e o próprio homem convivendo de modo pacífico e produtivo, em uma harmonia que encanta olhos, coração e mente.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Sentimentos e Emoções

Foto Google

 Tão rápido quanto um sonho de uma noite de verão o dia especial   chegou, passou e acabou. Era um dia comum, mas não para sua   protagonista, pois aniversário acontece uma única vez ao longo do   ano; ainda bem. Já pensou se fosse diferente? Se chegaria aos 50, 60   ou mais de modo muito veloz e, talvez, sem apreender a sabedoria da   Vida.

Deste dia especial ficaram os abraços, as congratulações, reais e virtuais, como há muito não recebia; algumas surpreenderam, outras nem tanto. A surpresa maior viera num “possível esquecimento” que sempre foi o mais improvável. Este trouxe uma pequena nuvem escura que não indicava tempestade, mas acendia o pisca alerta, chamando a atenção para algo latente, mas capaz de se tornar manifesto.

Enquanto o dia fora um grande momento mágico, a noite substituiu o papel em branco cobrindo com sentimentos contraditórios a data especial. Sentimentos não revelados, ora reflexivos, ora introspectivos, ora críticos, porém, cobertos de significados e sentidos. Pareciam instantes de um lânguido torpor que embala, invade a alma e amplia o intenso calor de uma noite de verão. Ao mesmo tempo, tais sentimentos evocam a memória do dia esperado com ansiedade e já terminado apenas num piscar de olhos.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Trinta e cinco centavos

Início de tarde gélida na capital paulista, nada indicava algo tão inusitado, pois o corre-corre para voltar aos escritórios, findo o horário de almoço transforma as calçadas da Avenida Paulista num mar de pessoas que se atropelam e sequer percebem o entorno. Porém, ao sair de um dos restaurantes uma senhora notou um pedinte que lhe estendeu a mão, ainda antes dela descer os quatros degraus que a separavam da calçada. Remexeu na bolsa e só encontrou R$0,35, embora buscasse R$5,00.

 Decidiu falar com o pedinte que aceitou a   irrisória quantia e, ao mesmo tempo, ofereceu o   braço para ajudá-la a descer, atitude que a   surpreendeu, gerando o seguinte pensamento   “quanta educação e gentileza que não se vê   entre os engravatados que aqui almoçam e   transitam diariamente.” Agradeceu a ajuda, desculpando-se por não ter como ajudá-lo.
Foto Google

Seguiu seu caminho, pensando sobre o gesto do homem: cavalheirismo e gentileza surpreendentes por parte de quem teria tudo para estar revoltado diante dela, pois não lhe deu o auxílio esperado. Entretanto, além de mostrar-se conformado a parca oferta, ainda se dispôs a auxiliá-la na descida dos poucos degraus que a separavam da calçada.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)



sexta-feira, 4 de julho de 2025

Gesto inusitado

Horário de almoço: queda brusca de temperatura com rajadas de vento gélido, um cadeirante-pedinte defronte ao portão de entrada da igreja; na mesma calçada, a meio metro de uma banca que expunha variados tipos de agasalhos e complementos para o frio. De repente, num gesto inusitado, a vendedora retira um belo poncho da arara e agasalha o pedinte, o qual abre um sorriso de esplendor em sua cadeira de rodas. Transeuntes se emocionam com o gesto e batem palmas; um deles exclama: uma verdadeira ação de caridade.

Fonte: Google

O gesto inusitado aquece corações, trazendo esperança, confiança e a certeza de que ainda é possível acreditar que o ser humano não é tão individualista como a sociedade faz parecer. Há aqueles que enxergam os invisíveis do mundo e estendem a mão na medida em que o braço alcança, a fim de prestar ajuda. A imagem desta vendedora-ambulante vestindo o poncho no cadeirante-pedinte, em plena via pública, foi a concretização do mistério litúrgico que acabara de se realizar no interior do templo. 

Um momento emblemático para quem naquele exato momento atravessava o portão da igreja em direção aos restaurantes e comércios da redondeza. Apesar do frio rigoroso do momento muitos sentiram o próprio corpo aquecido e se questionaram: “por que não pensei nisso? Esta é uma ação possível a quem se sente próximo daquele que está em situação de penúria.”

A ambulante foi a boa samaritana socorrendo aquele que necessitava de auxílio num instante inglório; a atitude da mulher deixou claro que basta olhar para ver e prestar assistência a tantos invisíveis, visíveis nesta megalópole paulistana.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Cumplicidade

 

Pensar, ler, escrever parecem atividades solitárias e são até certo ponto. No entanto, pensamentos, leituras e textos escritos podem ser ações compartilhadas, gerando intensas trocas que enriquecem autores e ouvintes, causando empatia e cumplicidade comunicativa num círculo produtivo que se espalha como as ondas formadas por uma pequena pedra lançada num lago silencioso, calmo e profundo.

Foto Google imagens gratuitas

Há um ditado muito popular: “palavras, o vento leva-as”, ou seja, se perdem. Entretanto, existem aquelas que permanecem porque precedidas de atos concretos. Afinal, ações dizem mais do que palavras. Isso é o que nos demonstra a atitude do caminhoneiro Dee Chhoy na África do Sul, que parou ao ver o desespero de uma mulher com uma criança cadeirante na beira da estrada, na cidade de Adelaide.

O caminhoneiro ouviu a história da mulher que tentava em vão, há duas horas, obter um táxi para levar o filho ao hospital onde tinha consulta agendada. Naquele país há uma lei que favorece os taxistas para este tipo de atividade. Porém, a empresa prestadora de serviços esclareceu que, mudanças recentes estão gerando dificuldades para a execução do trabalho. Tanto o assunto quanto a atitude do caminhoneiro tornaram-se notícias no portal Só Notícia Boa. Conforme o link: https://www.sonoticiaboa.com.br/2025/05/14/caminhoneiro-gentil-ajuda-mae-cadeirante-rejeitada-taxis-chorava-pista.

A ação deste caminhoneiro deixa claro a necessidade de que o ser humano, seja de fato humano no sentido amplo do termo. É importante que ações solidárias saiam do âmbito privado, se estendendo a quem esteja vivenciando situações de infortúnio momentâneo ou constante. Deste modo, a Vida ganha novas cores, fazendo renascer a esperança, apesar de tantas situações adversas e sem sentido neste século XXI que, mesmo globalizado, está sempre noticiando ações intolerantes e posturas de individualidade como regra, dificultando a cumplicidade tão normal para as espécies, incluindo o ser humano.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

quarta-feira, 19 de março de 2025

Vida em Harmonia

Foto Sidney Mayer

Mar, sol, calor, leve brisa e o céu azul sem nuvens inundam a visão, a   mente e o coração, deixando na alma a sensação de liberdade, de uma presença   divina constante e capaz de integrar a vida humana como parte visível do Infinito que circunda tudo e todos. A paz dentro e fora torna-se palpável e não apenas sutil ou pensamento etério; talvez porque o barulho de motores, de vozes humanas, som de animais, inclusive pássaros, cessaram por alguns instantes colaborando na construção de uma atmosfera mágica.

Os ruídos desapareceram como por encanto, cedendo lugar aos pensamentos reflexivos, introspectivos, colocando-nos em contato com o mundo interior, cujos sentimentos não vêm como cascatas, mas permitem a completa imersão de modo espontâneo. Um mergulho ao mais escondido recanto interno, onde se descortinam pensamentos de gratidão, alegria, amor ágape e desejos de absorver a Vida em doses homeopáticas, saboreando o fluir desta mesma Vida que se extravasa de modo exuberante nas cores do ambiente ao seu redor.

 Diante do verde das montanhas, bem como de árvores cujos troncos se erguem imponentes, as folhas no ponto mais alto das palmeiras balançam ao vento; esta imponência demonstra que as intempéries não impedem o seu frutificar. Plantadas ao redor de planícies cobertas por paralelepípedos em forma de losangos – cujas frestas permitem a absorção da água e dos nutrientes necessários ao seu desenvolvimento – estas árvores demonstram a interligação entre o mundo vegetal e o próprio homem convivendo de modo pacífico e produtivo, em uma harmonia que encanta olhos, coração e mente.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)       





sábado, 1 de março de 2025

Março traz sol, calor, folia, fantasia e música

Chegamos ao terceiro mês do ano que começa com a maior folia do país.  De norte a sul blocos, escolas de samba e foliões independentes ocupam ruas e avenidas para pular, gritar, enfim externar uma alegria que nem sempre trazem no coração. Mas são três dias para fingir que esqueceu sofrimento, dores e preocupações. Afinal, brincar é necessário para retomar a vida cotodiana na Quarta-Feira de Cinzas.

Mas é preciso cautela, pois a exaustão pelo esforço do pula-pula no verão avassalador que domina esse país-continente pode causar problemas sérios à saúde dos foliões. Vale a pena lembrar que a hidratação (muito água, sucos, alimentação saudável e algumas horas de sono) também fazem parte da folia, evitando lotar as emergências dos hospitais e Upas país a fora. Continuemos a diversão sem perdemos a noção do respeito pelo próprio limite corporal; assim, poderá haver outros carnavais e momentos festivos.

Viver inclui comemorar, festejar com o outro ou com os outros, assim como sair da rotina e partilhar a alegria coletiva, nesta época do ano no Brasil, ao som de trios elétricos potentes e intérpretes de músicas carnavalescas nas avenidas e sambódromos.

Foto Google

O som muitas vezes ensurdecedor contagia não só quem brinca, mas também aqueles que se sentem obrigados a ouvir sem querer e os que se debruçam em janelas de prédios, hotéis ou pousadas, se deleitando com a visão de um mar humano ou uma grande massa colorida a se espremer nas inúmeras ruas interditadas para carros particulares e transportes públicos. Porém, abertas a todos que se dispuserem a participar da folia invasiva nas grandes e pequenas cidades, nas capitais e no interior do país.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)


domingo, 2 de fevereiro de 2025

Os dois lados da moeda

As redes sociais são como uma faca de dois gumes; tanto podem ajudae quanto causar situações irreversíveis. Em situações de tragédias são rápidas, ágis para mobilizar o máximo possível de ajuda de vizinhos e moradores de outras áreas e estados quanto para auxiliar a Defesa Civil. Um exemplo disto é a mobilização que ocorre no caso de enchentes, desabamentos, acidentes de trânsito etc.

No entanto, no caso do coletor de lixo em Botucatu gerou seu desligamento do trabalho por infração cometida. Com quatro filhos pequenos, inclusive um bebê  sua atitude durante um turno de trabalho viralizou numa das redes sociais e o deixou sem o emprego que sustentava sua família numa cidade do interior do Estado de São Paulo. Porém, por eio das redes sociais e, mais especialmente, do “Só Vaquinha Boa” começou uma campanha de arrecadação e recolocação para o ex-coletor de lixo que já teve duas entrevistas de emprego. (veja no portal Só notícia Boa - https://www.sonoticiaboa.com.br/2022/05/15/coletor-ixo-demitido-video-viralizar-apoio-internautas).

Outras ações em redes sociais também colaboraram de modo positivo como no caso de ações em prol de mobilização para auxiliar pessoas ilhadas nas regiões atingidas pelos temporais de verão. Enfim, o problema não são as redes, mas a maneira como utilizá-la. Não é apologia ás redes, mas apenas mostrar que o mundo tecnológico está integrado à vida individua e coletiva em todos os níveis; tanto gerando estragos como benefícios.


Foto Google

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira) 

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Desejo de ESPERANÇA

 Anos vem vão e o atual em seu primeiro mês já está na segunda quinzena. Porém, o senso ou desejo de ESPERANÇA continua no ar porque renová-la é parte integral do ser humano para fazer a VIda valer a pena!

A esperança é um bem relacional. Mantê-la viva é o que move a Humanidade, fazendo acreditar que tudo seja possível, até mesmo uma trégua na guerra entre fratricida como na Faixa de Gaza. Essa trégua, por exemplo, gera uma Esperança Viva, palpável! 

Traz a sensação de calor-aconchego aquecendo corações e mentes numa espiral capaz os l
ugares mais distantes. 

Foto Google
Há uma esperança individualizada, cujos acontecimentos podem torna-la coletiva e comunitária! É como o sol de um dia de verão que inunda todo o ambiente.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)


quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

O silêncio de Natal

Foto: Google

É Natal! Nas igrejas os sinos tocam, a música, acompanhada por instrumentos diversos, enche o ar; o calor humano preenche as casas. As ruas, porém, estão vazias e silenciosas. Parece uma cidade fantasma com o silêncio rompido, de quando em vez, por um helicóptero cortando o céu em direção a um dos vários heliportos da região. Alguma voz distante lembra que ainda existem pessoas ao redor. Há ônibus ou carro que singram o asfalto em direções opostas, rompendo a barreira do som.

Enfim, a vida hoje pulsa no interior das residências onde se reúnem familiares e amigos; também nos lares solitários nos quais o Menino-Deus se faz presença no coração de quem ali está! Ele, a Presença marcante que inunda a alma e traz paz, alegria, gratidão num silêncio abençoado e vivo, pois permite sentir os mínimos ruídos como presença pulsante de uma Terra que gira e se move aquecida pelo astro rei em sua máxima potência no verão do hemisfério sul.

O silêncio, o qual torna grato aquele que pode senti-lo no ar e perceber que a vida é plena com seus sons diversos, incluindo os inexistentes como o canto de pássaros, o latido de cachorros e passos de pessoas nos corredores no interior dos prédios comerciais e residenciais. É um dia de luz, alegria, sol a brilhar no céu quase sem nuvens. A noite, os prédios enfeitados com luzes coloridas, flores vermelhas que se mesclam ao verde das árvores lembra que ainda é Natal! O milagre da Vida se faz presente e presença esperançosa de um mundo novo e melhor.


Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

sábado, 23 de novembro de 2024

Cena Inusitada

Andarilhos e moradores de rua integram o cenário de quem reside ou trabalha na Avenida Paulista. Situação esta que provoca reações adversas; muitos ficam indignados, outros quase indiferentes, mas todos são afetados por seres humanos despojados da própria dignidade impingida por questões adversas e na maior parte desconhecida dos transeuntes e habitantes desta megalópole.

No entanto, esta semana os olhares de muitos transeuntes foram atraídos por um morador sentado na calçada, esquina das ruas Augusta e Antonio Carlos. Isto porque ele estava agachado, apoiando nas pernas um livro, ao mesmo tempo em que escrevia no caderno com um lápis. Na verdade, copiava do livro um texto, o qual a longa distância, parecia ser extenso. Após certo período sentou-se e começou a ler, até que decidiu-se remexer nas sacolas a sua volta; por fim guardou com muito zelo tanto o livro quanto o caderno, o lápis. Finda esta tarefa parecia refletir sobre o que havia escrito e lido.

O ponto onde estava era um prédio da Receita Federal desativado, cercado com um tapume de zinco preto, pois estava em obra. Talvez, por isso, sua barraca desaparecera, deixando-o ao relento com suas sacolas e bolsas gastas pelo tempo, porém, repleta de livros.

Foto da autora
No retorno, um tempo depois pelo mesmo caminho já não   o encontrei. Entretanto, a cena inusitada acompanhou-me o dia   todo e muitas perguntas surgiram: Quem é ele? Qual a história a  história de vida? O que o levou a condições tão indignas? Enfim, respostas que só poderão ser obtidas quando encontrá-lo no local onde o vi ou em uma das muitas esquinas da região.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)





segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Realidade e Eleição

Uma simples caminhada por ruas e avenidas de diferentes cidades e a mesma constatação: a dura realidade de conviver com andarilhos e pedintes nas mais variadas esquinas. É doloroso ver tantos sem tetos, sem emprego ou com subemprego; vendendo o café para comprar o almoço, buscando meios para alimentar bocas famintas debaixo de uma lona ou mesmo em moradias coletivas.

Foto da autora


Por mais que se queira transformar a realidade sozinha não é possível, mas ações coletivas e políticas públicas são capazes de transformar situações crônicas presentes no Brasil desde o império. Afinal, a Colônia se tornou independente, transformou-se em República, mas não criou de fato condições para que seus cidadãos se tornassem realmente cidadãos.
Optou-se pela República Federativa com constituições próprias, mas esqueceu-se de pensar e definir políticas concretas para trabalho, alimentação e moradia. Ou melhor optou-se por colocar tudo isso no papel, mas não na prática. Decidiu-se que o país precisava de eleições indiretas, depois diretas, mesmo assim incapazes de gerar mudanças significativas na sociedade atual.
No momento atual está cada vez mais difícil acreditar que haverá mudanças positivas quando se observam os debates e campanhas eleitorais: candidatos que se utilizam de deboche e completo desrespeito pelo adversário e suas ideias nos veículos de comunicação tradicionais e digitais.
São situações humilhantes não só para os que concorrem ao pleito municipal, deste ano, mas principalmente para os eleitores que assistem verborragias inúteis. O voto é obrigatório, porém, como escolher candidatos, que deverão representar esses eleitores no Executivo e no Legislativo municipais? Vivemos um verdadeiro desastre ou catástrofe para estas eleições. Dentro deste contexto mesmo buscando uma luz no fim do túnel, esta parece estar encoberta por muitas camadas de espessa neblina que impede visualizar um resultado favorável para todos nós.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Mudança de Paradigma

Quem disse que o Jornalismo só vive de tragédias, violência, catástrofes, disputas, mortes e todo tipo de situações que geram tristeza, pânico ou terror? Sem colocar lentes cor de rosa é possível afirmar que o Jornalismo também divulga notícias positivas, principalmente, na internet. Se ainda tem dúvida busque o portal Só Notícia Boa, que nasceu como um blog, que se transformou em site; hoje inclui várias categorias de notícias e ações sociais não só no país como em diversos países.

O jornalista Rinaldo de Oliveira criou o blog depois de um mal-estar físico ao divulgar diversas notícias negativas. Isso gerou uma mudança de paradigma que o levou a criar um blog de boas notícias que se transformou no portal já mencionado acessado e lido em mais de 150 países por mais de dois milhões e duzentas mil pessoas. Este ano o portal concorre ao prêmio iBest de melhor site de ações sociais.

Foto Google

Há 13 anos o site divulga notícias positivas no Brasil e no mundo bem como diversas ações sociais por meio do “Só Vaquinha Boa” que arrecadou verba para auxiliar desde obtenção de medicamento a recursos para aqueles que perderam tudo no Rio Grande do Sul, incluindo um idoso que buscava resgatar seus cães que foram dispersados durante a catástrofe. O Só Notícia Boa é uma luz em meio a tantas sombras divulgadas pelo Jornalismo. 

Vale a pena ir ao link: https://www.sonoticiaboa.com.br/ e resgatar o sentido social positivo do mundo jornalístico.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Estrelas que iluminam a alma

 

Consolo, conforto, carinho, proteção e defesa se fazem presente entre amigos e amigas que surgem como sementes e com o passar dos anos transformam-se em árvores frondosas com raízes profundas, ainda que um galho se quebre ou as folhas caiam. Há amigos e amigas que são como a palmeira imperial: trazem novo vigor a cada primavera; curam feridas, deixam marcas que como cicatrizes não doem!

Algumas vezes surgem amigos ou amigas relâmpagos, capazes impactar tempos insólitos; são muito valiosos porque levam ao exercício da humildade e a lembrança de que ninguém é uma ilha. Estes amigos e amigas se mantêm por anos e, quando se apagam da vida, transformam-se em estrelas minúsculas, brilhando apenas no interior do coração.

Foto Google - Pixbay

Existem amigas e amigos muito especiais porque forjados em bases sólidas; deixam uma esperança, a quase certeza de reencontros futuros, mesmo que a amizade ainda seja tenra. A relação se fortalece à medida em que se expande o carinho, a atenção dada em ocasiões diversas, mesmo quando pontuais. As oportunidades de encontro permitem solidificar laços, baixar a guarda, saborear a companhia mútua.

Cada amigo é único, cada amiga também. Os momentos de silêncio entre amigos, amigas favorecem a percepção dos sentidos, ajudam a intuir aquilo que trazem no recôndito de seus corações e que não necessitam expressar em palavras. É isso que faz do amigo ou da amiga um tesouro inestimável, uma estrela que ilumina a alma.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)


sábado, 1 de junho de 2024

Contraste


 Violência, catástrofes naturais, desastres ambientais se multiplicam em âmbito planetário, assim como altruísmo e solidariedade também crescem em proporções semelhantes. No entanto, aspectos positivos não geram alarde; afinal a árvore que cai faz barulho, enquanto a semente que germina e se torna árvore o faz de modo silencioso, mas gera sombra e frescor numa área muito mais ampla.

Afinal, uma imagem diz mais que mil palavras e a repetição e mimetização de determinadas imagens incutem a sensação de desesperança, dor e tristeza E isto gera situação contagiante negativamente; mas o ser humano traz em si a capacidade natural de altruísmo e generosidade. Desta maneira situações negativas acabam por gerar união em busca de soluções e contribuições para reconstruir a Vida no sentido pleno desta palavra.

Foto da autora

Junho chega com o clima de solidariedade diante do  frio intenso que se estende por várias cidades no país, lembrando que onde há sombra também existe luz, mesmo que fraca. Ou seja a esperança se faz viva, intensa, presente, aquecendo mente e coração de quem perdeu tudo, mas mantém o desejo e a confiança de que recomeçar é sempre possível.

Regina da Luz Vieira (RegiLuzVieira)